Adelaide de Sousa Pereira Cordeiro
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D. Adelaide de Sousa Pereira Cordeiro de Araújo Sequeira' (24 de Janeiro de 1853 - 1919) foi a primeira baronesa de Paulo Cordeiro. É muito conhecida como uma das pessoas que mais incentivou a Cultura em Portugal, no século XIX.
Era filha do tenente-coronel da artilharia José António Pereira de Araújo e Sequeira, que por sua vez era filho do Major Francisco António Ramiro de Sequeira, Governador de Vila Nova de Portimão, e de Maria José Travassos de Melo Cordeiro, filha de D. Maria José de Travassos de Melo e de João António Paulo Cordeiro, tido este como um milionário capitalista opulento, soberbo e acima de tudo audaz. D. Adelaide aproveitou o falecimento do avô materno e usou o brasão que este ostentava.
Casou pela primeira vez a 24 de Fevereiro de 1881, em Mértola, com um médico-cirurgião seu primo, Dr. Olímpio Pessoa. Não teve filhos deste matrimónio pomposamente celebrado e foi após a morte de Olímpio que, por decreto de 2 de Junho de 1887 do rei D. Luís I, lhe foi concedido o título de Baronesa.
Sendo agora baronesa, audaz, manteve o apelido da sua mãe, Travassos de Melo, para ostentar a sua riqueza na Corte. Mas não queria fazê-lo sozinha, e, assim contraiu matrimónio com um célebre nobre de nome D. Salvador de Almeida Correia de Sá. D. Salvador era o terceiro Conde do Lavradio e, por estranho que possa parecer, era também seu primo, porém muito distante.
A família Sá Correia Portugal, dos Senhores do Lavradio, já era considerada uma família tradicional no seio da Corte portuguesa e muitos membros da família ainda hoje ocupam um lugar na História de Portugal. Especula-se que esta família ainda reservasse sangue de bragantino.
Foi, mais que tudo, um casamento por interesses gerido. Contudo, também desta vez a baronesa não obteve descendência. Especula-se, assim, que a rica baronesa fosse infértil.
Dedicou-se então ao mecenato cultural, acção pela qual hoje é ainda relembrada. Com os extremos incentivos a novos artistas, desde poetas e pintores, escultores a bailarinos, a sua influência nas artes foi notória e aclamada, sendo conhecida como uma das maiores incentivadoras da arte portuguesa do século XIX.