Castelo de Almada
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Homologação (IPPAR) |
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Aberto ao público |
O Castelo de Almada localiza-se na cidade e Freguesia de mesmo nome, Distrito de Setúbal, em Portugal.
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[editar] História
[editar] Antecedentes
Povoação estrategicamente localizada fronteira a Lisboa, na margem esquerda do rio Tejo, o seu atual nome remonta à ocupação muçulmana, quando se chamou al-Madan (mina de ouro ou prata), aludindo à atividade extrativa mineral praticada na região, à época.
[editar] O castelo medieval
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, no âmbito da conquista de Lisboa aos mouros (1147), foi assaltada e conquistada pelas forças combinadas de D. Afonso Henriques (1112-1185) e dos cruzados. Reforçadas e ampliadas as suas defesas, o soberano outorgou-lhe Carta de Foral (1170).
No reinado de D. Sancho I (1185-1211), este outorgou à vila de Almada o seu segundo foral (1190). À época, as forças almóadas sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, haviam reconquistado o Algarve e, avançando para o norte, arrancavam ao domínio português, sucessivamente, o Castelo de Alcácer do Sal, o Castelo de Palmela e o Castelo de Almada (1191), arrasando-o. O soberano português reconquistou a vila de Almada em 1195, reconstruíndo-lhe o castelo. Entretanto, só após a Batalha de Navas de Tolosa (1212), quando se registrou uma vitória decisiva dos cristãos peninsulares contra os mouros, é que foram reconquistadas as terras perdidas para além das linhas de fronteiras que se estendiam do rio Tejo até Évora.
Em 24 de Fevereiro de 1255, o rei D. Afonso III (1248-1279) reconfirmou à Ordem de Santiago, na pessoa de seu Mestre, D. Paio Peres Correia e de seu Comendador, a posse dos castelos anteriormente doados por D. Sancho I e confirmados por D. Afonso II (1211-1223), de Alcácer do Sal, Almada, Arruda e Palmela.
Durante a crise de 1383-1385, no contexto do cerco à cidade de Lisboa, Almada foi cercada pelas forças de Castela, tendo o Condestável D. Nuno Álvares Pereira tentado libertá-la em Novembro de 1384, sem sucesso.
[editar] Do século XV aos nossos dias
Ao longo dos séculos esta estrutura foi sucessivamente ampliada e reforçada, como por exemplo a construção, à época de D. Manuel I (1495-1521), de uma torre no setor sul da muralha.
Hoje, ocupada pelo Posto Territorial da Guarda Nacional Republicana, conserva parte das suas antigas muralhas. Embora não esteja aberta ao público, os jardins anexos ao castelo são um dos mirantes preferidos dos turistas a passeio na cidade.
[editar] Ligações externas
- Inventário do Património Arquitectónico (DGEMN)
- Instituto Português de Arqueologia
- Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)
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