Centro de Convivência e Cultura
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Os Centros de Convivência e Cultura são instituições públicas que integram a rede substitutiva de atenção à saúde mental e que oferecem às pessoas com transtornos mentais espaços de sociabilidade, produção cultural e intervenção na cidade. Estes Centros facilitam a construção de laços sociais e a inclusão das pessoas com transtornos mentais através de espaços de convívio e trabalho das diferenças na comunidade. Por atuarem prioritariamente no campo da cultura e não no da saúde tem valor estratégico para efetivar a inclusão social. Não são equipamentos assistenciais e não realizam atendimento médico ou terapêutico. São dispositivos públicos oferecidos para as pessoas com transtornos mentais como espaços de contato com a vida cotidiana e a cultura.
A clientela dos Centros de Convivência e Cultura é composta, sobretudo, mas não exclusivamente, de pessoas com transtornos mentais. Suas oficinas e atividades coletivas compõem o eixo do trabalho dos Centros. Encontramos nos Centros de Convivência e Cultura uma articulação permanente com os espaços do seu território e da cidade. Há também experiências de geração de renda em alguns Centros.
Em alguns municípios do país, como Belo Horizonte/MG e Campinas/SP (Centro de Convivência (Cambuí-Campinas)), vem se consolidando como um dispositivo inovador desempenhando um papel significativo na inclusão social das pessoas com transtornos mentais. É típico da dinâmica da Reforma Psiquiátrica o surgimento de experiências inovadoras e de novas tecnologias em resposta aos desafios do cuidado e da inclusão social. Os Centros de Convivência e Cultura são uma destas experiências. Tem-se debatido a viablilidade do aprofundamento e expansão desta solução para todo o país.
Por suas características, os Centros de Convivência e Cultura costuma ser implementados em municípios que já foram capazes de construir uma rede efetiva de acolhimento e atendimento aos transtornos mentais severos e persistentes. Estes Centros se justificam apenas naquelas localidades onde a rede substitutiva de atenção à saúde mental conta com cobertura adequada, especialmente de CAPS. Busca-se a implementação destes Centros nas localidades com mais de 200.000 habitantes.