Grupo de Operações Especiais (Portugal)
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O Grupo de Operações Especiais (GOE) é uma unidade de elite da Polícia de Segurança Pública de Portugal. Fundado em 1979, era até há bem pouco tempo, uma das raras unidades civis deste tipo.
Esta força especial é destinada a combater situações de violência declarada, cuja resolução ultrapasse os meios normais de actuação, como o caso de acções terroristas, sequestros, alterações da ordem pública, na protecção de instalações e na segurança de altas entidades, situações em que coloquem a segurança nacional em perigo.
Para se entrar nesta força de elite, além de se ter que ser já agente da Polícia de Segurança Pública, é preciso estar em excelente forma fisica e psicológica, sendo apenas os melhores recrutas escolhidos. Devido à selectividade do recrutamento o GOE possui apenas cerca de 200 efectivos.
[editar] Acções do GOE
A acção mais famosa internacionalmente do GOE foi o espectacular assalto à Embaixada da Turquia em Lisboa no mês de Julho de 1983, a qual tinha sido tomada por um grupo terrorista arménio. Depois da morte de um dos reféns, o GOE tomou a embaixada abatendo todos os terroristas.
Outra acção que mostra a versatilidade da actuação do GOE foi a da protecção das instalações diplomáticas portuguesas no Zaire durante os confrontos que levaram à queda do Presidente Mobutu Sese Seko em 1997. Nessa ocasião a equipa de segurança do GOE repeliu a tentativa de invasão das instalações portuguesas por um grupo armado de uma das facções zairenses.
A partir de 2005, passou a proteger as embaixadas portuguesas em Riade na Arábia Saudita, Bagdad no Iraque e Díli em Timor-Leste, estas duas ultimas com o apoio do Corpo de Intervenção.
No dia 4 de Outubro de 2006 o GOE levou a cabo uma operação para resgatar 4 reféns que se encontravam sob sequestro num banco em Setúbal. A operação foi bem sucedida conseguindo resgatar todos os reféns e deter o sequestrador.
[editar] Organização
O GOE é uma unidade de reserva estratégica da Polícia de Segurança Pública, na dependência directa do seu Director Nacional, incluindo:
- Comando;
- Serviços de Apoio;
- Unidade Especial de Intervenção (UEI), constituida por:
- Comando
- Três Grupos Operacionais de Intervenção (GOI) (1º, 2º e 3º) cada um dos GOI é comandado por um oficial e integra entre vinte a vinte cinco elementos.
- Um Grupo Operacional Técnico (GOT) (4º) responsável pela formação, explosivos, equipas cinotécnicas e meios técnicos de vigilância, como câmaras ou equipamentos de visão nocturna.
Crachat da unidade GOE: [1]
Crachat de especialidade do GOE: [2]