Partido Comunista Revolucionário
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O Partido Comunista Revolucionário ou o PCR foi um partido político que atuou no Brasil durante o regime militar.
Ele foi fundado em 1966 [após duas cisões que surgiram no Partido Comunista do Brasil; a outra foi a Ala Vermelha, em Pernambuco, formado por alguns militantes do movimento estudantil e alguns ativistas das Ligas Camponesas.
Entre um de seus fundadores estavam Manoel Lisboa e Amaro Luiz de Carvalho (o Capivara). A Carta de 12 Pontos aos Comunistas Revolucionários, de maio de 1966, formalizava o rompimento com o partido criado por João Amazonas.
Em 1968 o PCR já tinha seu programa e seu estatuto, bem como a definição de seu Conselho Nacional, Regional, de Luta Operária e de Luta Estudantil. Sua linha era a da Guerra Popular Prolongada, isto é, o cerco das cidades pelo campo, sendo o Nordeste a melhor área para desencadear a luta.
Com isso o PCR seria talvez o único dos clandestinos a insistir numa tentativa de regionalizar suas estratégias. Mas no que se referia ao programa, não havia alterações quanto ao do PC do B (que também não era diferente do PCB) que mantinha firme a intenção de aliança com a burguesia democrática nacional contra o imperialismo e o latifúndio.
O partido discordava das resoluções da OLAS, e achava que só um partido com características leninistas poderia conduzir a guerra revolucionária. Em virtude dessa direção, não foi possível a realização de uma aproximação do partido com a (Vanguarda Popular Revolucionária) - VPR em 1968.
"A Luta" era o nome do material impresso que seria publicado pelo PCR para a divulgação de suas concepções políticas, e o "Luta Operária", que era dirigido para o meio operário de algumas capitais. Em novembro de 1969 a repressão colocaria as mãos em alguns importantes quadros do partido, entre eles o Capivara - que posteriormente seria assassinado na Casa de Detenção de Recife. Sua morte foi anunciada em agosto de 1971 atribuindo a autoria do crime a alguns presos comuns - mais tarde era divulgada a notícia que os tais presos comuns cometeram o crime a mando dos próprios chefes carcerários.
O PCR ao mesmo tempo tentava intensificar sua penetração em outros estados do Nordeste; a propaganda era feita através de panfletagens nas portas de algumas fábricas. Em 1973 o partido sofreria novos golpes dos órgãos repressores que resultaram na morte de mais um de seus fundadores (Manoel Lisboa), e prisão de vários efetivos sendo extingüido e nunca mais retomando suas atividades.
Hoje existe um outro partido com o mesmo nome, que atua em sindicatos e entidades estudantis e não consiste em um partido registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral, mas apoia candidatos de outros partidos como Lula em 2002 e Heloisa Helena em 2006, além de lançar candidatos de seu partido pela legenda de outros como em 2006 fez com o PSOL.
O atual PCR é membro da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxistas-Leninistas.