Pico do Baepi
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Pico do Baepi, com 1.048 mts. de altitude, é a 5ª montanha mais alta de Ilhabela, litoral norte de São Paulo. E a mais fácil de ser atingida.
O Parque Estadual de Ilhabela (em cuja área a montanha está localizada), administra a trilha ao topo do Pico do Baepi, que tem cerca de 3,5 Km de extensão. Leva umas 3 ou 4 horas de caminhada puxada para subir, outras 2 horas para descer.
A Trilha do Pico do Baepi é toda praticamente um aclive só, existem muitos trechos com degraus, firmemente escorados e à prova de erosão, com exceção de dois ou três segmentos pequenos, quase chegando ao cume. Todo o trajeto é bem sinalizado, com fitas (cor-de-rosa) amarradas nas árvores e algumas placas de madeira que, além de altitudes e distância percorrida ou a percorrer, contém alguns nomes de árvores e informações de cunho educativo-ambiental.
Carta Topográfica com a Trilha do Pico do Baepi [1]
[editar] Roteiro da Trilha
O ideal é começar a subida antes das seis e meia da manhã. Passa-se pela grande placa do começo da trilha (a 200m de altitude), e segue-se em frente. Nos primeiros 15 minutos, o caminho sobe na diagonal por uma encosta de sapé, na direção nordeste. Dominado o primeiro morrote, e já visualizando o cume, continua-se cruzando o sapé, agora no rumo leste por mais 500m, passando por vários trechos de degraus bem escorados com pontaletes de madeira. Logo cruza-se um platô com outra placa de madeira, hoje caída à direita. Mais à frente vem a descida de uma suave depressão, para então subir um pequeno trecho, rumo à mata fechada.
Na entrada da floresta, existe uma placa branca, alertando para o perigo de queda - no cume. Pelo chão, avista-se uma mangueira de plástico preto captando água potável dos riachos na mata, fora do alcance da trilha. Dez minutos mata adentro, é possível encontrar o único local onde existe água: uma torneira de plástico, conectada aparentemente à mesma mangueira preta, à direita da trilha. Daqui prá frente a subida começa a ficar mais íngreme.
Em meia hora depara-se com o primeiro bambuzal, este pequeno e fácil de atravessar. Agora o rumo passa de nordeste a leste. Dez minutos depois alcança-se uma placa sinalizando a altitude de 650m, indicando que faltam apenas mais 1.180m lineares para o cume. Aqui existem alguns troncos de madeira para se sentar. Quarenta minutos depois, atravessa-se o ponto mais crítico de toda a trilha: extremamente íngreme e escorregadio, com dois bambuzais curtos, mas bem emaranhados e difíceis. Logo depois vem uma canaleta rochosa, com pedras cobertas de musgo, dispostas em degraus irregulares, e até guarnecida de uma corda fixa (dessas bem comuns).
Depois disso alcança-se a placa dando os parabéns a quem conquistou o Pico do Baepi... Ocorre que essa placa não está fincada no topo, mas ainda na mata fechada, semi-enfurnada entre grandes blocos de pedra, e portanto sem qualquer vislumbre da deslumbrante paisagem que somente pode ser apreciada do verdadeiro cume, ainda dez minutos ao norte... Portanto nem se deixe enganar pela placa: desça uns metros à esquerda, por outra canaleta recoberta de musgo e igualmente provida de corda fixa (e até de algumas agarras artificiais) e suba pela trilha até encostar-se numa parede à esquerda.
Então supere o degrau rochoso e logo estará chegando à encosta rochosa pontilhada de vegetação rasteira, arbustos ralos, e pequenas árvores retorcidas - este sim, o cume.
A área do cume é inóspita: trechos pedregosos separados, entremeados por curtas extensões de terra solta e árida, com vegetação rala, retorcida e esturricada (houve um incêndio ali, em 1997). Algumas árvores podem prejudicar a vista lá de cima, ou seja, não há livre visão de 360º do alto. Não obstante, a subida até lá compensa, pois o visual é verdadeiramente incrível: a oeste, sudoeste e sul, bem aos nossos pés, descortina-se a face urbana de Ilhabela, espraiada pelas encostas, com suas pequeninas enseadas. Nas águas mansas do Canal, os cargueiros e petroleiros habituais, além de uma miríade de pequenas embarcações de recreio, navegando em todas as direções.
E bem à frente, a cidade de São Sebastião, com seu porto e o enorme terminal petrolífero em forma de T. A noroeste, a enseada de Caraguatatuba e os prédios em Martim de Sá. Bem ao norte, é possível ainda observar todo o litoral em direção a Ubatuba. Às nossas costas, o complexo montanhoso da Ilha, recoberto por densa (e praticamente virgem) mata atlântica, constituindo o hinterland intangível - ao sul reconhecemos o Pico de São Sebastião, o mais alto. Mas não se consegue avistar qualquer praia "do lado de trás" de Ilhabela, nem mesmo o oceano.
[editar] Início da Trilha
Recomenda-se acompanhamento de Guia.
O início da trilha fica no Bairro do Itaguaçú, 3,5 Km ao norte da balsa, na direção da Vila. Pega-se a avenida principal, neste trecho chamada de Princesa Isabel, atravessa-se o movimentado bairro do Perequê, centro comercial de Ilhabela, e logo depois, a praia de mesmo nome. Passando bem em frente ao pier do Perequê (final da praia), logo depois que a avenida ultrapassa um pequeno morrote, teremos à direita o restaurante "Deck", e em seguida a igreja Assembléia de Deus, com fachada toda em mármore branco e preto. Dobra-se à direita na Rua Araponga, antes da igreja, segue-se em frente, subindo a Rua Morro da Cruz (continuação da Araponga, e que vira contra-mão para quem vem de carro), ambas pavimentadas com bloquetes sextavados de concreto. Bem lá em cima, depois de passar pelas saídas à Via Panorâmica e Travessa das Flores, e tendo subido a 170 metros, mais do que qualquer outra do bairro, a rua Morro da Cruz inicia curva à esquerda. É exatamente do final desta rua, depois da curva (e sem outra saída) que parte a trilha ao Pico do Baepi. Onde a subidona acaba e a rua faz uma ampla curva, acaba também a pavimentação de bloquetes sextavados. Ali existem duas ou três casinhas, e logo atrás, dois grandes reservatórios d'água brancos. Passe uma grande e bela casa amarelo-ocre à esquerda, com enorme varanda, portão de ferro e gradil. Alguns metros depois, já em terra batida e sem deixar de subir, passe a última casa, novamente à esquerda, espécie de pequena chácara quase escondida atrás de cerca viva e pequeno portão de madeira. A trilha começa ali, imediatamente acima desta propriedade - mas siga ainda na diagonal para a esquerda, sem cruzar a cerca à direita. Depois de alcançar a placa (quase despercebida até tropeçar nela), é um caminho direto e sem equívocos, até o cume.
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