Walverdes
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Walverdes | |
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Origem | Porto Alegre |
País | Brasil ![]() |
Período | 1993 - atualmente |
Gênero(s) | Rock Punk Stoner Rock |
Gravadora(s) | Mondo 77 Monstro Discos Barra Lúcifer |
Integrantes | Gustavo "Mini" Bittencourt Marcos Rubenich Patrick Magalhães |
Ex-Integrantes | Bruno Badia Giancarlo Morelli Luis Felipe Péres Luis Fernando |
Sítio oficial | www.walverdes.com |
Walverdes é uma banda de rock de Porto Alegre formada por Gustavo "Mini" Bittencourt (guitarra e vocal), Marcos Rubenich (bateria) e Patrick Magalhães (baixo e vocal).
A banda, que já foi descrita na revista Trip como "o melhor power-trio nacional"[1] , é uma das principais representantes do cenário de rock independente brasileiro, ao lado de MQN, Mechanics, Retrofoguetes, Pata de Elefante, Hang The Superstars, Forgotten Boys e outros.
Mudhoney, MC5, Nirvana, The Stooges, Black Sabbath, The Who, Rocket From The Cript, Supergrass são sempre citados pelos integrantes como influências principais na construção do som do Walverdes. Além disso, nos últimos anos, o trio aproximou seu som do peso do stoner rock de Queens Of The Stone Age e Nebula.
Em 28 de setembro de 2006, a banda participou pela primeira vez do Video Music Brasil -- festa anual organizada pela MTV Brasil para premiar os melhores videoclipes exibidos pela emissora --, concorrendo na categoria de Melhor Videoclipe Independente com o clipe de "Seja Mais Certo".
Índice |
[editar] História
[editar] Amigos e vizinhos
Criada no ano de 1993 no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, a banda formou-se ao redor de um núcleo de amigos e vizinhos com gostos musicais semelhantes. Mini e Marcos são os únicos remanescentes da formação original, que contava ainda com Luís Felipe Péres (baixo) e Luís Fernando (guitarra).
Em abril de 1993, gravam sua primeira demo em fita cassete, Lucky Strike Skywalker. Em agosto do mesmo ano, fazem sua primeira apresentação em uma casa noturna do circuito underground da capital gaúcha, o Garagem Hermética.
Em janeiro de 1994, com a saída de Luís Fernando, Mini assume as guitarras sozinho, quando gravam, novamente em fita cassete, Ogânza Bizáza. Em julho, surge o terceiro registro, mais uma demo em cassete: Vai, Criança, Faz a Tua Arte. Em 1995, gravam Walverdes, demo-tape considerada pela banda o registro onde o som característico começa a nascer. "Ela [a demo-tape] é bem o embrião do tipo de som que a gente faz agora. Mais garageiro, mais fuzztone e menos overdrive.", escreveu Mini em 2001[2].
[editar] O primeiro álbum
Em 1996, a banda incorpora Giancarlo Morelli como segundo guitarrista e Bruno Badia assume o baixo após a saída de Felipe, às vésperas da gravação do primeiro CD, Walverdes (Barra Lúcifer Records).
Lançado apenas em 1997, o álbum coloca o nome Walverdes pela primeira vez nas páginas de um jornal de circulação nacional: "Depois de tanto tempo, procurando pelo caminho da imitação, o Brasil descobriu sua legítima banda grunge, a altura das estrangeiras", dizia a resenha de O Estado de São Paulo.[1]
Como quarteto gravam ainda em janeiro de 1997 mais uma fita demo: Walverdes ao Vivo no Japão. Em abril de 2000, sai através do selo goiano Monstro Discos o EP 90°. Gravado em duas sessões, uma em setembro de 1998 (instrumental) e outra em outubro de 1999 (vocais e mixagens), 90° é o primeiro disco a ganhar distribuição nacional.
[editar] Formação atual
Logo após o lançamento do EP, Morelli sai da banda, que volta ao formato power-trio. Gravam, em 2001, Anticontrole, que conta com a participação de Pedro Damásio (percussão). Deste álbum sai o primeiro videoclipe da banda: "Anticontrole", dirigido por Cláudio Veríssimo. Ao final das gravações, Bruno abandona os Walverdes. Patrick Magalhães, amigo pessoal de Bruno, assume a vaga por indicação sua. Com o novo baixista, tomam a formação atual e saem em turnê com a banda californiana de stoner rock Nebula, com quem tocam em cidades de São Paulo, Goiás e Paraná.
Anticontrole é lançado em 2002, e é recebido pela imprensa com críticas positivas: "O melhor power-trio nacional", (Trip)[1]; "rock visceral e barulhento, sem a menor afetação, cheio de guitarras distorcidas, baixo eficiente e bateria incansável, que vai ficando mais rápido e mais urgente a cada faixa" (Zero Hora)[1]; "rock de garagem barulhento" (Folha de São Paulo)[1]; "pesado, direto, divertido e potente, feito especialmente para quem acha que só os gringos são capazes disso" (revista Zero)[1].
Em 2004 gravam Demasiada Seqüela, uma sessão ao vivo no estúdio de reggae, dub e funk lançada de modo independente em CD-R caseiro.
Ainda em 2004, começam as gravações de um novo álbum: Playback. Depois de registrarem parte das músicas em sistema analógico e parte em digital, descontentes com o resultado, abortam o projeto e partem para uma regravação completa em formato digital. O disco fica pronto no início de 2005, mas só é lançado em setembro daquele ano pela recém criada gravadora paulista Mondo 77. Playback recebe indicação para o prêmio Dynamite de Música Independente de 2005 na categoria Melhor Álbum de Rock.
Em abril de 2006, apresentam-se no festival Campari Rock, em Atibaia (SP), na mesma noite que os norte-americanos do Mission Of Burma e e os britânicos do Supergrass. Em julho, lançam o primeiro videoclipe do novo álbum para a música "Seja Mais Certo". O trabalho, também dirigido por Veríssimo, foi dos cinco indicados ao prêmio de Melhor Videoclipe Independente de 2006 da MTV Brasil.
[editar] Curiosidades
- O nome Walverdes é uma citação ao filme Comando Para Matar (Commando, 1985). Nele, Arnold Schwarzenegger interpreta um coronel aposentado que vê sua filha ser seqüestrada por um ex-ditador latino-americano da fictícia República de Valverde.
- Em 1999, sob o nome Chulé de Coturno, Marcos, Bruno e Giancarlo formaram a banda de apoio de Wander Wildner, com quem gravaram o álbum Buenos Dias e excursionaram pelo país.
- Duas câmeras digitais registraram o show de lançamento de Playback, em 9 de setembro de 2005, no Garagem Hermética, em Porto Alegre. As imagens captadas estão guardadas e devem virar um DVD.
[editar] Frases
Somos uma banda de rock de garagem. Daquelas que sobe no palco do mesmo jeito que se veste na rua. (...) Somos gente normal, que estuda ou trabalha e que gosta de tocar de vez em quando. Ninguém aqui quer ser rock star. O nosso negócio é subir no palco, plugar os instrumentos e tocar. Muitas vezes não dou nem boa noite. É ligar o pedal, 1234 e deu.
Descrição da banda no encarte de Walverdes, 1997.
Eventualmente, podemos até fazer uma ou outra concessão para chegarmos num público maior, mas o limite é o som. Ninguém vai se meter no nosso som.
Mini em 2002[3].
[editar] Formações
[editar] 1993
Gustavo Mini Bittencourt (guitarra e voz)
Marcos Rubenich (bateria)
Luis Felipe Péres (baixo)
Luis Fernando (guitarra)
[editar] 1994-1996
Gustavo Mini Bittencourt (guitarra e voz)
Marcos Rubenich (bateria)
Luis Felipe Péres (baixo)
[editar] 1996-1997
Gustavo Mini Bittencourt (guitarra e voz)
Marcos Rubenich (bateria)
Giancarlo Morelli (guitarra)
Luis Felipe Péres (baixo
[editar] 1997-2000
Gustavo Mini Bittencourt (guitarra e voz)
Marcos Rubenich (bateria)
Giancarlo Morelli (guitarra)
Bruno Badia (baixo)
[editar] 2000-2001
Gustavo Mini Bittencourt (guitarra e voz)
Marcos Rubenich (bateria)
Bruno Badia (baixo)
[editar] 2001 em diante
Gustavo Mini Bittencourt (guitarra e voz)
Marcos Rubenich (bateria)
Patrick Magalhães (baixo)
[editar] Discografia
[editar] Demo tapes
Lucky Strike Skywalker (Independente)
Abril de 1993
Ogânza Bizáza (independente)
Janeiro de 1994
Vai, Criança, Faz a Tua Arte (Independente)
Julho de 1994
Walverdes (Independente)
1995
Walverdes Ao Vivo no Japão (Independente)
Janeiro de 1997
[editar] CDs
Walverdes (Barra Lúcifer Records)
1997
90º (Monstro Discos)
Abril de 2000
Anticontrole (Monstro Discos)
2002
Demasiada Seqüela (Independente)
2004 - lançado em CD-R caseiro
Playback (Mondo 77)
Setembro de 2005
[editar] Coletâneas
Um chute na oreia! (Fast’n Loud)
1994, Portugal
"Breviário do pensamento Walverdiano" e "Humildade relativa do ar"
Segunda Sem Ley (Excelente Discos)
1995
"Kikito aos Medas"
Na Cara (Lona Records)
1995
"Não Vou Sair Daqui"
Controle (Estelar)
200?
"Mesmo Assim"
Monstro Hits (Monstro Discos)
??
Loco Gringos Have a Party (Válvula Discos)
2004
"Seja Mais Certo" (outtake de Playback)
Ainda Somos Inúteis: Tributo ao Ultraje a Rigor (Monstro Discos/Migué Records)
2005
"Se Você Sabia"
[editar] Videoclipes
Anticontrole (2004)
direção Cláudio Veríssimo
Seja Mais Certo (junho de 2006)
direção Cláudio Veríssimo
[editar] Covers
Embora tenha um farto material próprio, o trio costuma tocar versões de músicas de outras bandas em suas apresentações. E elas vão de uma improvável versão que mistura reggae ao peso de "Sweet Leaf" (Black Sabbath), a uma "Suck You Dry" (Mudhoney) mais acelerada que a original.
"No Fun" (The Stooges)
"Suck You Dry" (Mudhoney)
"Into The Drink" (Mudhoney)
"Sweet Leaf" (Black Sabbath)
"Festa Punk" (Replicantes)
"Bete Balanço" (Barão Vermelho)
"Sturdy Wrist" (Rocket from The Crypt)
"Blitzkrieg Bop" (Ramones)
"Territorial Pissings" (Nirvana)
"Breed" (Nirvana)
"Love For Sale" (Talking Heads)