Baiana do acarajé
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A baiana do acarajé (ou simplesmente baiana) é como são chamadas as mulheres que se dedicam à profissão de vendedora de acarajé e outras iguarias da culinária baiana. Mulheres batalhadoras que com muita luta conseguiram a regularização da profissão junto aos poderes públicos. Uma das principais figuras típicas do Brasil, chega a ser uma caracterização obrigatória nas Escolas de Samba do país.
[editar] "O que é que a baiana tem?" - Baiana na arte
Esta pergunta é feita na letra de uma famosa música do compositor baiano Dorival Caymmi, com a resposta:
- "Tem torso de seda, tem! / Tem brincos de ouro tem! / Corrente de ouro tem! / Tem pano-da-costa, tem! / Sandália enfeitada, tem!"
Cantada por grandes intérpretes, desde Carmem Miranda, Maria Bethânia e outros, além do próprio Dorival, foi, durante a primeira metade do século XX, um grande divulgador dessa personagem típica de Salvador.
Ari Barroso, outro grande compositor brasileiro, num dos seus maiores sucessos, também faz referência à quituteira da Bahia, no samba de 1936, onde "No tabuleiro da baiana tem: Vatapá, oi, caruru, mungunzá, tem umbu"... mas sobretudo "desvenda" aquilo que tem a baiana em seu coração: "Sedução, cangerê, ilusão, candomblé"...(em No tabuleiro da baiana).
Além de Carmem, Aurora Miranda foi outra que levou a figura "cheia de balangandãs" da baiana para as telas do cinema: é a baiana "Iaiá", no misto de animação e filme The Three Caballeros, de Walt Disney (Você já foi à Bahia?, no Brasil).
Atraído pelos encantos e magia baianos, o artista plástico argentino Carybé retratou como poucos a figura da baiana, assim como muitos outros, a exemplo de Santi Scaldaferri.
[editar] Regulamentação
Atualmente é uma profissão regulamentada pelo decreto municipal de Salvador 12.175/1998 e portarias subseqüentes, que indicam, inclusive, a padronização de indumentária e tabuleiro, zelando principalmente pela higiene na preparação e manuseio do alimento.