Companhia das Lezírias
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Com base na Carta de Lei de 16 de Março de 1836, a Rainha D. Maria II, autoriza a venda em hasta pública das vastas propriedades que compôem as «Lezírias» do Tejo e Sado e que anteriormente tinham sido, na sua maioria, bens da Igreja, da Coroa ou dotações das Infantas.
Para arrematar estas terras, constituiu-se a Companhia das Lezírias do Tejo e do Sado tendo a venda sido efectuada pela quantia de dois mil contos de réis.
A Companhia das Lezírias resistiu aos diferentes regimes politicos de Portugal: Monarquia Constitucional, Primeira República, Estado Novo e Democracia.
Na sequência da Revolução do 25 de Abril, em 13 de Novembro de 1975, o Estado Português nacionalizou a Companhia, comprando aos accionistas todas as acções disponíveis.
Na sequência desta nacionalização, a Companhia passou por momentos de crise e quase falência, mas a partir dos anos 90 voltou a dar lucros e é hoje em dia das mais rentáveis empresas agrícolas de Portugal, dedicando-se principalmente à produção de vinho, azeite e gado bovino e equino.