Elio Eugênio Müller
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Elio Eugenio Müller (Panambi, 12 de novembro de 1944) foi o primeiro protestante que chegou à Chefia do Serviço de Assistência Religiosa - SAREx, no Exército Brasileiro, em Brasília, no ano de 1998.
É filho de Athur Theodoro Müller e de Hilda Müller.
O cargo de Capelão Chefe, ao longo da história do Brasil, desde o tempo do Império sempre fora exercido por padres católicos, desde os tempos que o Catolicismo era a religião oficial do Brasil. Com a nomeação de Capelão Elio Eugenio Müller, para o exercício da Chefia do SAREx, a Instituição Militar demonstrou abertura e espírito ecumênico, sinalizando que na Força não existe discriminação religiosa, para o exercício da carreira militar.
Elio Eugenio Müller é capelão militar aposentado, no posto de coronel do Exército Brasileiro. É formado em Teologia, nível superior, pela Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).
Elio Eugenio Müller atuou como Capelão Militar nos seguintes Grandes Comandos Militares:
- 5ª Região Militar (Curitiba-PR) de 1983 a 1994;
- Comando Militar do Nordeste (Recife-PE) de 1994 a 1998;
- Chefia do SAREX (Brasília - DF), de 1998 a 1999.
Ao longo de sua vida no exercício da pastoral militar, o pastor Elio Eugenio Müller distinguiu-se, sempre, por uma postura ecumênica e fraterna. Lutou em favor da aproximação dos diferentes credos religiosos, para uma busca de entrosamento e ação conjunta. Essa postura ecumênica foi incentivada e fortalecida pelos diferentes chefes militares, sob o comando dos quais capelão Müller chegou a servir. Isso foi um indicador de que os Comandantes Militares mostraram interesse nessa aproximação fraterna e cristã entre os diferentes credos, presentes nos quartéis.
Antes do ingresso no quadro de capelães militares do Serviço de Assistência Religiosa do Exército (SAREx), o pastor Elio Müller foi pároco em diversas paróquias da IECLB, começando em Itati, no atendimento ao litoral norte do Rio Grande do Sul, de Osório até Torres (de 1969 até 1975), pastor em Sobradinho – RS (de 1975 a 1976) e, pastor em Novo Hamburgo - RS (de 1976 a 1983).
Casou em 1970 com Doris Voges Bobsin, uma descendente do patriarca Carlos Leopoldo Voges, um dos pioneiros que, em 1826, iniciaram a Colônia de Três Forquilhas, situada no litoral norte do Rio Grande do Sul.