Germano Rigotto
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Governador do Rio Grande do Sul ![]() |
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Mandato: | de 1 de janeiro de 2003 a 1 de janeiro de 2007 |
Precedido por: | Olívio Dutra |
Sucedido por: | Yeda Crusius |
Data de nascimento: | 24 de setembro de 1949 |
Local de nascimento: | Caxias do Sul, RS |
Partido político: | PMDB |

Germano Antônio Rigotto (Caxias do Sul, 24 de setembro de 1949) é um político brasileiro. Foi governador do estado do Rio Grande do Sul entre 1 de janeiro de 2003 até 1 de janeiro de 2007.
Nas eleições estaduais de 2002, Germano Rigotto era candidato de pouca expressão regional, já vencido pelo petista Pepe Vargas na disputa da prefeitura de Caxias, capital industrial da Região Colonial Italiana do RS, seu grande reduto eleitoral.
No dia 27, no contexto da maré de votos que Lula recebeu, a Frente Popular foi derrotada por uma aliança de diversos partidos: PMDB, PSDB, PFL, PPS, PPB, PTB e PDT. No pleito, 3.148.788 votos [50,15%] foram para Germano Rigotto; 2.829.527 [45,07%] para Tarso Genro; 3,09% foram de votos nulos; 1,68% de votos brancos. As abstenções ficaram em 14,61%.
Em 2004 como governador, enviou para assembleia legislativa e com o apoio de sua base conseguiu aprovar um aumento de 20% no icms das tarifas de telefone, energia elétrica e combustíveis. No seu mandato, a economia do Estado obteve fraco desempenho principalmente em virtude da diminuição da cotação do dólar no mercado nacional que prejudicou as exportações do Estado, causada pelo aumento das exportações nacionais e por medidas conservadoras tomadas pelo Ministério da Economia do Governo Federal, COPOM e Banco Central.
Em 2005, Rigotto se lançou pré-candidato a presidente pelo PMDB. Chegou a se licenciar do cargo de governador, no final do mês de março, sendo substituído pelo seu vice, Antônio Hohlfeldt. Passou a viajar pelo Brasil, tentando conquistar apoios, dentro de seu Partido, em outros estados. Seu principal concorrente a vaga de candidato à presidência era o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. As prévias do partido foram sabotadas pelos peemedebistas governistas, em especial José Sarney e Renan Calheiros. Foi decidido então realizer-se um prévia informal, onde um dos pré-candidatos seria escolhido para continuar a luta por uma candidatura própria. Nesta votação, Rigotto obteve a maioria dos votos, entretanto, por ser uma votação distrital, Garotinho foi escolhido, por ter maior votação nos distritos de maior peso eleitoral.
Rigotto desistiu da candidatura e apoiou Garotinho, que poucos meses depois seria forçado a retirar sua candidatura por denúncias de irregularidade no financiamento da pré-campanha. Depois disso, Rigotto e o PMDB gaúcho tentaram viabilizar a candidatura de Pedro Simon a presidente, com Garotinho como vice, chapa também frustada.
De volta ao exercício do mandato de governador, Rigotto foi abandonado pela maioria dos partidos que formavam sua base de sustentação no estado, como o PSDB, PP, PFL e PDT, que almejavam candidaturas próprias. Lançado candidato à reeleição para governador do RS pelo PMDB, sua coligação conta ainda com o PMN e o PTB, que indicou a candidata a vice, Sônia Santos.
No dia 1 de Outubro as 19 horas e 3 min, Germano Rigotto foi passado por Olivio Dutra na apuração dos votos para governador. obtendo 1.679.488 votos, ou 27,12% dos votos, Rigotto foi ultrapassado por Olivio que teve 1.696.848(27,39%) votos com 99,84% das urnas apuradas. A primeira colocada foi a deputada federal do PSDB, Yeda Crusius que teve 2.037.923 votos(32,9%). Sendo assim Rigotto é o primeiro governador candidato a reeleição que não vai para o segundo turno.
No dia 1 de Janeiro de 2007, Germano Rigotto entregou o cargo de governador para Yeda Crusis (PSDB).
Precedido por Olívio Dutra |
Governador do Rio Grande do Sul 2003 — 2007 |
Sucedido por Yeda Crusius |