Jornada de Cinema da Bahia
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A Jornada de Cinema da Bahia é um dos mais antigos festivais de cinema do Brasil, sendo voltado para o documentário e para o cinema de caráter social e político.
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[editar] Primeiras edições
A primeira Jornada aconteceu em Salvador, em janeiro de 1972, com o nome de "Jornada Baiana de Curta-metragem", já por iniciativa do documentarista e agitador cultural Guido Araújo, que permanece até hoje como Diretor Geral do evento. As projeções dos filmes aconteceram na Biblioteca Central dos Barris e no Instituto Cultural Brasileiro Alemão (ICBA, mais tarde Instituto Goethe).
Na segunda Jornada, em setembro de 1973, um grupo de cineastas presentes fundou a Associação Brasileira de Documentaristas. A partir daí, nos anos seguintes e até o final da ditadura militar, a Jornada da Bahia tornou-se um foco de resistência do cinema independente e da cultura brasileira contra o autoritarismo.
[editar] Internacionalização
A partir de 1985, em sua 14ª edição, a Jornada tornou-se internacional, passando a exibir filmes de vários países além do Brasil, com foco na América Latina, Caribe e Europa Ibérica. Nas mostras competitivas, são aceitas produções de curta e média-metragem em 16 e 35 mm (e, nos últimos anos, também em vídeo), além de documentários de longa-metragem.
O Troféu Glauber Rocha foi instituído como principal premiação de cada edição do certame, sendo distribuídos ainda anualmente os "Prêmios Tatu" - Tatu de Ouro para o melhor filme de cada categoria e Tatu de Prata para as categorias técnicas.
Em 1990, com o Plano Collor e a extinção de todo o sistema de apoio à Cultura do país, a Jornada da Bahia não aconteceu, só voltando a ser realizada em setembro de 1991.
[editar] Edições mais recentes
Em 1999, a Jornada adotou como lema "por um mundo mais humano", que se manteve até 2001. Os vencedores do "Troféu Glauber Rocha" nos últimos anos foram os seguintes:
- 1999: "Estou perto", de Sandro Aguilar (Portugal, ficção)
- 2000: "O Rap do Pequeno Príncipe contra as almas sebosas", de Paulo Caldas e Marcelo Luna (Brasil/PE, documentário)
- 2001: "A Canga", de Marcus Vilar (Brasil/PB, ficção)
- 2002: "À margem da imagem", de Evaldo Mocarzel (Brasil/SP, documentário)
- 2003: "A pesar de todo", de Walter Tournier (Uruguai, animação)
- 2004: "A Moça que dançou depois de morta", de Italo Cajueiro (Brasil/DF, animação)
- 2005: "Em trânsito", de Henri Gervaiseau (Brasil/SP, documentário)
- 2006: "Contracuerpo", de Eduardo Chapero-Jackson (Espanha, ficção)