Ministars
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Ministars é a primeira banda infanto-juvenil portuguesa.
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[editar] Biografia
Os Ministars começaram como um grupo musical constituído por rapazes e raparigas com idades compreendidas entre os dez e os doze anos de idade que, no Natal de 1986, editou o seu primeiro LP. Este disco teve um imediato e extraordinário sucesso.
António Manuel Rolo Duarte importou esta ideia dos Países Baixos, onde existia já um grupo com características idênticas. A fórmula encontrada era uma espécie de “ovo de Colombo”: consistia em seleccionar um grupo de crianças (no caso concreto recrutados do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras), organizar um repertório com os sucessos nacionais e internacionais do momento e, neste último caso, fazer as versões das canções em língua portuguesa, encenar uma coreografia moderna, com guarda roupa da última moda infantil (para os espectáculos em palco e em televisão) e dar aos temas um tratamento muito próximo dos originais.
A sua primeira coreógrafa e implementadora do estilo Ministar foi Teresa Garcia.
José Niza era quem fazia as versões em português dos sucessos internacionais interpretados pelo grupo. Em 1992, Amadeu Diniz da Fonseca substituiu-o. Mais tarde, Renato Carrasquinho assumiria essa actividade. Quanto aos arranjos musicais, estes estiveram primeiro a cargo de José da Ponte e, depois, de Jorge Quintela, enquanto que a direcção dos pequenos cantores foi assegurada pelo maestro César Batalha.
Discos de prata, de ouro e de platina premiaram todos os seus trabalhos, que estiveram durante longos períodos no primeiro lugar dos tops de vendas, assim como foram presença em muitos e variados programas de televisão.
Foram inumeráveis as digressões por todo o País e Região Autónoma da Madeira — em actuações ao vivo. Assinalam-se dois mega-espectáculos no Coliseu dos Recreios com a colaboração do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras e um no espaço Loucuras, que demonstraram bem a enorme popularidade deste grupo, pelas assistências que conseguiram. Fizeram spots televisivos para a Prevenção Rodoviária e para a Campanha Contra a Droga. Pela sua participação nesta campanha, foram alguns dos elementos do II Grupo recebidos no Palácio de Belém pelo Presidente da República de Portugal, Dr. Mário Soares. Foram agraciados em dois anos seguidos (1990 e 1991) com o Prémio de Popularidade atribuído pela Casa da Imprensa de Lisboa na Grande Noite do Fado.
Criaram um estilo, uma forma de ser jovem, sendo muito apreciados pelas camadas etárias mais novas, tendo-se mesmo formado um Clube de Amigos dos Ministars que mantinham correspondência regular, interessando-se por tudo o que com eles ia acontecendo, Clube que contou com elementos de todos os pontos do País, Regiões Autónomas, Cabo Verde, S. Tomé e França. Esses jovens amigos e admiradores viram neles o símbolo da juventude, do optimismo e da alegria de viver em simpatia e descontracção.
Os Ministars foram um grupo amador sem pretensões a profissionalismo e, nessa medida, cultivaram a simplicidade e a autenticidade de adolescentes que fruíam de forma divertida uma actividade fora do comum, que praticavam com gosto, em que verdadeiramente se empenhavam e que ficou a fazer parte das suas melhores recordações.
O grupo deixou de fazer parte do universo do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras em 1994, por mudança de critérios e de orientação da editora.
Em 2006, Renato Carrasquinho assume a direcção do grupo e, além de fazer as adaptações e escolha do reportório, ainda trata dos ensaios e das edições discográficas.
[editar] Distinções especiais
- 1990 – Prémio de Popularidade (da Casa da Imprensa)
- 1991 – Segundo Prémio de Popularidade (da Casa da Imprensa)
[editar] Formações do Grupo
- Primeira formação: Ana Teixeira, Pedro Filipe, Leonor Marques, Rui Baptista (Ruca), Inês Sombreireiro, Margarida Gonçalves (Guida), Filipa Ramires, João Rosa, Sara Pires, Leonor Constâncio e Carla Lopes. Gravaram o LP ‘Ministars’ (1986 Edisom)
- Segunda formação: Manteve-se a formação inicial. A Guida, optando por uma carreira a solo, foi substituída pela Patrícia Vieira. Gravaram o LP ‘Muitá Louco’ (1987 Edisom)
- Terceira formação: Mantiveram-se a Ana, a Carla e a Patrícia. Entraram a Inês Morais, a Rita Neves, a Ana Rita Costa, o Hugo Madeira, o Henrique Gonçalves e o Carlos Garção. Gravaram o LP ‘É Altamente’ (1988 Edisom). Participam no LP ‘O Melhor dos Ministars’ (1989 Edisom)
- Quarta formação: Saíram a Carla, a Patrícia e a Rita. Entraram a Filipa Castro, a Mariana Ferreira, a Luísa Salema, a Marta Guerreiro e o Pedro Moutinho. Gravaram o LP ‘De Mão em Mão’ (1989 Edisom)
- Quinta formação: Saíram a Ana e o Hugo. A Ana foi a Ministar que mais tempo integrou o grupo pela sua aparência e espírito juvenil e pelas qualidades vocais e presença em palco verdadeiramente assinaláveis. Gravaram o LP ‘É de Caras’ (1990 Edisom). Gravaram o LP ‘É Demais’ (1991 Edisom)
- Sexta formação: Pedro Melo, Andreia e Sílvia Gouveia (gémeas), Patrícia Gonçalves, Rita Vargas, Ricardo Guerreiro, Margarida Fernandes, Barbara Abreu, Madalena Patrão, Ana Emídio e Carlos Lopes. Gravaram o LP ‘Muita Nice’ (1991 Edisom)
- Sétima formação: Saíram o Pedro e o Carlos. Entrou o Gilberto Medeiros (Gil). Gravaram o LP ‘Ministars 92’ (1992 Edisom)
- Oitava formação: Ficaram a Rita e o Gilberto. Entraram a Raquel Marques, a Sara Gonçalves, o Bruno Pinto, a Joana Pedro, o Pedro Carvalho, a Cristina e Catarina Martins (gémeas) e o Michael Figueiredo. Gravaram o CD ‘É um Festival’ (1993 Edisom)
[editar] Discografia
- 1986 – Ministars
- 1987 – Muitá Louco
- 1988 – É Altamente
- 1989 – O Melhor dos Ministars
- 1989 – De Mão em Mão
- 1990 – É de Caras
- 1991 – É Demais
- 1991 – Muita Nice
- 1992 – Ministars 92
- 1993 – É um Festival
- 1995 – Vamos de Férias
[editar] Colectâneas
- 2000 – Clássicos da Renascença (Vol.56)