Processo Petrosix
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Desde 1954 a Petrobras trabalha para o aproveitamento do xisto brasileiro, através do desenvolvimento e consolidação de uma tecnologia denominada Processo Petrosix, já patenteada em vários países.
A principal característica da tecnologia desenvolvida pela Petrobras é a simplicidade operacional. Depois de minerado a céu aberto, o xisto vai para um britador, que reduz as pedras a tamanhos que variam de 6 a 70 milímetros. Então, estas pedras são levadas a um reator, ou retorta, onde são pirolisadas a uma temperatura de aproximadamente 500 graus centígrados, liberando-se a matéria orgânica nelas contida sob a forma de óleo e gás.
O calor para a pirólise é fornecido por uma corrente gasosa de elevada temperatura, que entra na zona de retortagem e se mistura com uma segunda corrente, injetada pela base da retorta, para recuperar o calor do xisto já retortado.
Nas zonas de aquecimento e secagem, a massa gasosa ascendente cede calor ao xisto e se resfria, resultando na condensação dos vapores de óleo sob a forma de gotículas, transportadas para fora da retorta pelos gases. Estes, com as gotículas de óleo passam por dois outros equipamentos (ciclone e precipitador eletrostático), onde são coletados o óleo pesado e as partículas sólidas arrastadas na etapa anterior.
O gás limpo de neblina de óleo (ou seja, das gotículas de óleo pesado condensadas durante a retortagem) passa por um compressor e se divide em três correntes: uma retorna para o fundo da retorta, outra também volta à retorta após ser aquecida em um forno, e a terceira, denominada gás produto, vai para um condensador onde o óleo leve é recuperado. Depois de retirado o óleo leve, o gás é encaminhado à unidade de tratamento de gás para a produção de gás combustível de xisto e para a recuperação do GLX (gás liquefeito de xisto, mais conhecido como gás de cozinha) e do enxofre.
O óleo produzido é vendido diretamente para as indústrias ou processado em uma refinaria de petróleo. Terminado o processo de retirada do óleo e gás da rocha, o xisto, agora dito "retortado", é devolvido à área minerada.
[editar] Usina Protótipo do Irati
São Mateus do Sul, no Paraná, abriga, desde 1972 a Usina Protótipo do Irati (UPI), cujo funcionamento permitiu comprovar a viabilidade técnica do processo, além de testar equipamentos, levantar dados básicos para o projeto de usinas industriais e desenvolver uma avançada tecnologia de proteção ambiental. Concluído o desenvolvimento do Processo Petrosix os esforços da usina voltaram-se, a partir de 1982, para a produção. Também intensificaram-se as pesquisas voltadas ao desenvolvimento de processos para o aproveitamento dos finos de xisto, do xisto processado e calxisto (corretivo de acidez dos solos) também encontrado na mina.
[editar] Módulo Industrial
Com a entrada em operação do Módulo Industrial, em dezembro de 1991, concluiu-se a última etapa de consolidação da tecnologia Petrosix. Atualmente, no complexo industrial de beneficiamento, em São Mateus do Sul, são processadas diariamente 7800 toneladas de xisto que geram os seguintes produtos e subprodutos:
Óleo combustível 480t
Nafta industrial 90t
Gás combustível 120t
Gás liquefeito 45t
Enxofre 75t
Calxisto 8000t
Xisto fino 1500t
Xisto retortado 6600t