Yeda Crusius
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Governadora do Rio Grande do Sul ![]() |
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Mandato: | 1 de janeiro de 2007 em exercício |
Precedido por: | Germano Rigotto |
Data de nascimento: | 26 de julho de 1944 |
Local de nascimento: | São Paulo |
Partido político: | PSDB |
Profissão: | Economista |
Yeda Rorato Crusius (São Paulo, 26 de julho de 1944) é uma economista e política brasileira. É a atual governadora do estado do Rio Grande do Sul. Até 2006 foi deputada federal pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Formada em Economia pela Universidade de São Paulo, pós-graduada pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Econômicas da USP e pela Universidade de Vanderbill (EUA), iniciou-se na carreira acadêmica ainda em São Paulo e seguiu na área em Porto Alegre, para onde se mudou em 1970, após casar com Carlos Augusto Crusius. Em Porto Alegre, lecionou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde ocupou cargos de chefia e coordenação, além de ser diretora da Faculdade de Economia da UFRGS.
Índice |
[editar] Carreira política
Iniciou-se na política partidária em 1990, ao ingressar no PSDB. Durante o governo de Itamar Franco, em 1993, Crusius foi ministra do Planejamento, Orçamento e Coordenação, tendo sido eleita à Câmara dos Deputados no ano seguinte com mais de cem mil votos, sendo, então a terceira maior votação para deputado no Rio Grande do Sul. Seria reeleita em 1998 e 2002, quando obteve sua maior votação para o Congresso, 170 mil votos.
Concorreu à prefeitura de Porto Alegre em duas ocasiões, em 1996 e 2000. Na primeira vez, ficou em segundo lugar, com 167.397 votos (21,98%) sendo derrotada ainda no primeiro turno por Raul Pont, do PT, que recebeu 408.998 votos (53,71%). Em 2000, ficaria em terceiro lugar, com 121.598 votos (20,07%). Foram para o segundo turno Tarso Genro (PT) e Alceu Collares (PDT), sendo eleito o primeiro.
Yeda ingressou na Executiva Nacional do PSDB em 1995, chefiou o Secretariado Nacional da Mulher de 1998 a 2001 e presidiu o Instituto Teotônio Vilela entre 2001 e 2003. Foi presidente do PSDB do Rio Grande do Sul de agosto de 2005 a junho de 2006, cargo do qual se licenciou para ser candidata ao governo do estado.
[editar] Eleições de 2006
Yeda Crusius foi escolhida a candidata ao governo do estado numa coligação do PSDB com o PFL, que indicou o postulante a vice Paulo Afonso Feijó, e com o PPS, que desistiu da candidatura de Nélson Proença na véspera da inscrição no contexto da aliança nacional em torno de Geraldo Alckmin. O PPS indicou o candidato ao senado da chapa, Mário Bernd. No início da campanha, em agosto de 2006, Yeda figurava em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, atrás do ex-governador Olívio Dutra e do candidato à reeleição Germano Rigotto. No Horário Eleitoral Gratuíto, usava o slogan Um novo jeito de Governar e atacava o governo do estado, do qual o partido tinha participado durante três anos e meio.
Durante a campanha, Yeda se envolveu em três polêmicas. Primeiro, foi acusada de fazer um comentário racista em relação ao ex-governador e também candidato Alceu Collares. Depois, entrou em atrito com o candidato a vice-governador por sua chapa, Paulo Afonso Feijó, defensor de privatizações, desautorizando-o a defender tal política como proposta de governo. Por fim, em 13 de setembro, faltando 18 dias para o primeiro turno, o marqueteiro de sua campanha, Chico Santa Rosa, deu uma entrevista ao jornal Zero Hora acusando Yeda de inadimplência. Santa Rosa acabou abandonando a campanha, e a equipe técnica, sem conseguir receber os salários atrasados, interrompeu os trabalhos. Dos sessenta profissionais iniciais, apenas seis continuaram trabalhando.
Yeda assumiu pessoalmente a condução de sua campanha, e focou a propaganda no baixo índice de rejeição que tinha, apresentando-se como a única candidata capaz de derrotar tanto Olívio como Rigotto no segundo turno. Também passou a explorar fortemente sua ligação com o candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin, que seria o mais votado no estado. A estratégia deu resultados: faltando uma semana para as eleições, Yeda passou para o segundo lugar nas pesquisas, superando Olívio. Com forte migração de votos de Rigotto para Yeda, a fim de tirar Olívio do segundo turno, a tucana se sagrou vencedora do primeiro turno, realizado em 1 de outubro, com 2.037.923 votos (32,9% dos votos válidos). Olívio obteve 1.696.848 (27,39%), enquanto Rigotto ficou em terceiro com 1.679.488 (27,12%).
No segundo turno, Yeda recebeu o apoio de partidos de centro e direita, incluindo o PMDB de Rigotto (ainda que não tenha recebido o apoio pessoal do então governador), além de parte do PDT, que oficialmente ficou neutro e liberou a militância. Yeda Crusius foi eleita em 29 de outubro de 2006 a primeira governadora da história do Rio Grande do Sul, derrotando Olívio Dutra no segundo turno com 3.377.973 (53,94% dos votos válidos).
[editar] Governadora do Rio Grande do Sul
Antes mesmo da posse em Janeiro de 2007, Yeda se envolveu na primeira polêmica de sua gestão. A fim de diminuir o déficit em caixa do estado, Yeda pediu a Rigotto que enviasse à Assembléia um projeto de corte de despesas e aumento de ICMS, que foi chamado pela oposição de tarifaço[1]. Em 29 de dezembro de 2006, muitos deputados da base aliada de Yeda votaram contra o projeto, que não foi aprovado. A derrubada do projeto foi coordenada pelo vice-governador eleito Paulo Afonso Feijó, do PFL, que rompeu publicamente com Yeda. Devido ao projeto de lei, alguns futuros secretários de estado acabaram renunciando ao cargo antes mesmo de serem empossados, como foram os casos de Berfran Rosado, do PPS, Jerônimo Goergen, do PP, e Marquinho Lang, do PFL.
Yeda tomou posse em 1 de janeiro de 2007, anunciando forte contenção de gastos a fim de sanear as finanças do estado.[2]
Precedido por Germano Rigotto |
Governadora do Rio Grande do Sul 2007 - atualidade |
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