Americanismo
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Americanismo é o termo usado no início do século XX pela Igreja Católica para se referir àquilo que ela julgava ser uma heresia, praticada por muitos elementos da Igreja Católica nos Estados Unidos. Essencialmente, este rótulo era sobretudo aplicado aos bispos norte-americanos por bispos de outros países (e pelos Papas).
[editar] Aspectos dogmáticos
A heresia americanista é definida como o endosso (em vez da mera tolerância) daquilo que a Igreja Católica daquela época definia como princípios anti-católicos, os quais eram abraçados pelos Estados Unidos: liberdade religiosa, liberdade de pensamento, separação da Igreja e do Estado, etc. Estes princípios foram condenados pelos papas da altura. A condenação mais concisa e aberta foi a do Papa Pio IX, a Syllabus de Erros.
[editar] Aspectos sociais
A fome da batata irlandesa causou um êxodo massivo de católicos irlandeses para os Estados Unidos, o que fez com que os católicos irlandeses se tornassem o maior grupo do catolicismo ali. A discriminação contra os irlandeses levou-os a procurar assimilar-se tanto quanto possível à cultura americana. Nesta altura, a Igreja Católica nos Estados Unidos estava dividida ao longo de linhas étnicas: os católicos irlandeses tinham bispos irlandeses, os alemães tinham bispos alemães, etc.
Os americanos irlandeses formavam a maioria dos católicos e por isso detinham também a maioria dos bispos. A grande maioria destes irlandeses partilhava a opinião de que a liberdade de religião é algo de bom, porque eles achavam as condições de vida nos Estados Unidos, onde eles eram relativamente livres, melhores do que na Irlanda, onde os católicos tinham sido oprimidos pelo Estado britânico. Istou levou-os a apoiar a separação da Igreja e Estado.
Este assunto foi trazido à atenção dos católicos europeus pela tradução para o francês de um livro sobre Isaac Thomas Hecker, que era admirado pelos bispos americanos. O padre Hecker apoiava os ideais Americanistas, mas a tradução e introduções a este livro fizeram-no soar mais radicais do que tinha sido em inglês. O livro foi condenado pelo Papa Leão XIII.