Política do Quénia
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Na política do Quénia, as divisões étnicas e uma constituição pós-colonial que confere ao presidente poderes quase ilimitados e imunidade relativamente à lei, que possivelmente são responsáveis por muitos dos problemas do país.
Durante o princípio da década de 1990, guerras tribais mataram milhares de pessoas e desalojaram dezenas de milhares. O apoio dos EUA manteve no poder de 1978 até 2002 o regime de Daniel Arap Moi e do seu partido KANU, que era pró-ocidental durante a Guerra Fria. Embora a cláusula da constituição queniana que proibia partidos de oposição tenha sido revogada nos anos 90 (com a ajuda de Smith Hempstone), Moi permaneceu no poder para cumprir um quarto mandato depois das primeiras eleições multipartidárias em 1997 devido às divisões étnicas (que a propaganda do KANU ajudou a fomentar) na oposição. Além disso, as eleições de 1997 foram também marcadas pela violência e por fraudes. Em 2002, Mwai Kibaki - apoiado pela coligação NARC - tornou-se no primeiro candidato presidencial da oposição a vencer uma eleição no país desde a independência. A sua coligação manteve-se coesa graças às promessas de reformas constitucionais e às garantias de Kibaki de que iria nomear representantes de todos os grupos étnicos principais do Quénia para lugares importantes. A sua negligência em cumprir estas promessas depois das eleições causaram vários focos de tensão, incluindo a saída do LDP da coligação. Além disso, vozes importantes do KANU - e em particular Uhuru Kenyatta, filho do primeiro presidente do país, Jomo Kenyatta - têm vindo a ganhar nova popularidade. "Yote yawezekana bila Kibaki" (Tudo é possível sem Kibaki) é o slogan desse descontentamento, e provavelmente o actual presidente irá enfrentar grandesdes desafios nas próximas eleições gerais em 2007.