Cine Imperator
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O Cine Imperator foi uma tradicional sala de cinema na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.
Localizava-se no bairro do Méier, na Zona Norte da cidade.
Aberto ao público em 1954 com 2.400 lugares, era considerado a maior sala de cinema da América Latina, e marcou toda uma geração de espectadores, ávidos por assistir as chanchadas da Atlântida Cinematográfica e filmes norte-americanos estrelados por astros como James Dean, Marilyn Monroe e Elvis Presley. A entrada do cinema era o ponto de encontro da juventude transviada. A calçada em frente ao cine vivia apinhada de lambretas com rapazes e moças se aglomerando no local.
Até o princípio da década de 1980 o Imperator teve uma freqüencia de público bastante generosa, com extensas filas na galeria de acesso à sala (galeria hoje ocupada por uma feira de artesanato). Filmes nacionais como os dos Trapalhões e Dona Flor e Seus Dois Maridos, e estrangeiros como ET e Tubarão, atraíram uma legião de cinéfilos ao Imperator.
Com o surgimento de grandes shoppings centers, o Imperator entrou numa fase de decadência, onde o esvaziamento de público resultou em significativos prejuízos, que obrigaram ao encerramento de suas atividades em 1986.
Em 1991 o local foi reaberto como casa de espetáculos tendo o seu nome preservado. O show de estréia foi com a cantora estadunidense Shirley MacLaine que encantou o público com sua magistral apresentação. Outros astros internacionais se apresentaram no local como Tina Turner, Bob Dylan, Stevie B e Information Society. Artistas nacionais também marcaram presença no palco do Imperator: Tom Jobim, Caetano Veloso, Gal Costa (que fez um show memorável no qual mostrou os seios), Xuxa, Tim Maia, Lulu Santos, Barão Vermelho e Fafá de Belém.
No ano de 1995 o Imperator foi novamente fechado. Esse novo encerramento das atividades fez nascer o temor de que o local se transformasse em uma igreja evangélica, tal como ocorreu com muitos outros cines do Rio de Janeiro. No ano seguinte porém a casa reabriu com o show de Roberto Carlos. Os mais de dois mil ingressos postos a venda se esgotaram rapidamente.
Isso porém não foi capaz de contornar novos sinais de prejuízo. A casa começou a ceder espaço para a realização de matinês comandadas por DJs do mundo funk carioca. Com a lucratividade cada vez mais escassa o Imperator fechou novamente as suas portas.
Em 2002 o então governador Anthony Garotinho determinou a desapropriação do local prometendo a implantação de um centro cultural que contaria com cinema, teatro e cyber café. Entretanto, não conseguiu, em seu mandato, concretizar a promessa.
Desistindo do projeto feito no governo do marido, a ex-governadora Rosinha Matheus assinou um decreto determinando a transformação do espaço no Centro Cultural Casa de Samba que contaria com espaços destinados para o samba, grupos de cinema, música e escola de circo. O decreto de Rosinha também previa biblioteca, palco para shows de lançamento de CDs e shows.
Atualmente, o secretário estadual de Cultura do Governo Sérgio Cabral Filho, Luiz Paulo Conde, prometeu analisar a viabilidade de reabilitação do projeto proposto no Governo Garotinho. Isso gera uma nova esperança nos moradores do Grande Méier que sonham em ver o Imperator, recém-batizado de Centro Cultural João Nogueira, ocupado por atividades que estejam mais a altura da grandiosidade e importância que ele teve no passado.