Erínia (mitologia)
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As Erínias, ou Fúrias, era divindades das profundezas ctônicas que ficavam um tanto à margem da vontade dos deuses olímpicos.
Eram forças primitivas da natureza que atuavam como vingadoras do crime, reclamando com insistência o sangue parental derramado, só se satisfazendo com a morte violenta do homicida. Os gregos as representavam de um forma pavorosa, como monstros alados, em cuja cabeleira nasciam serpentes, sempre empunhando chicotes e tochas acesas, correndo atrás dos infratores dos preceitos morais.
Supunha-se elas serem muitas, mas na peça de Ésquilo elas são apenas três:
Alepo era a que seguia o infrator sem parar, ameaçando-o com os fachos acesos, não o deixando dormir em paz; Tisífone açoitava os culpados, enquanto Megera, a terceira das fúrias de Ésquilo, gritava ininterruptamente nos ouvidos do criminoso, lembrando-lhe das faltas que cometera. Elas, essas "sentinelas da conduta humana", eram a representação simbólica das culpas que atormentavam aqueles que atentavam contra os seus, quem voltava o punhal contra a gente do seu mesmo sangue.