Fátima Felgueiras
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Fátima Felgueiras (Rio de Janeiro, 21 de Abril de 1954) é uma política portuguesa, actualmente presidente da Câmara Municipal da cidade de Felgueiras, no distrito do Porto.
Nascida na então capital do Brasil, filha de imigrantes portugueses, quando tinha quatro anos a sua família regressou a Felgueiras, onde Fátima estudou no Externato Dom Henrique. Frequentou o Liceu de Guimarães e licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Foi professora na Escola Secundária de Felgueiras.
Em 1979 foi eleita deputada independente nas listas do Partido Socialista (PS) para a Assembleia Municipal de Felgueiras; em 1989 tornou-se vereadora na Câmara Municipal. Assume o cargo de presidente do município em Outubro de 1995, quando o então presidente da câmara, Júlio Faria, tornou-se deputado na Assembleia da República. Foi eleita presidente da Câmara Municipal em 1997 e reeleita com uma larga maioria em 2001, nos dois casos como candidata do PS.
Em 2004, Fátima Felgueiras viu-se envolvida num escândalo político de graves proporções. Enquanto presidente da Câmara Municipal, Fátima Felgueiras foi acusada de corrupção e de financiamento ilegal da secção local do Partido Socialista. Apesar de declarar inocente e de contar com o apoio aparente duma boa parte da população local, Fátima Felgueiras perdeu a confiança da direcção nacional do partido, e um juiz emitiu uma ordem de prisão preventiva em seu nome. Fátima Felgueiras conseguiu sair do país e refugiou-se no Rio de Janeiro. Fátima Felgueiras tem duas nacionalidades, portuguesa (por jus sanguinis) e brasileira (por jus soli) e, portanto nunca seria extraditada pelo Brasil.
Em Setembro de 2005, Fátima regressou a Portugal, foi presa mas logo de seguida libertada, ficando a aguardar julgamento em liberdade. Nas eleições autárquicas de 9 de Outubro de 2005, Fátima Felgueiras foi de novo eleita presidente do município nas listas do movimento independente Sempre Presente.
No dia 17 de Março de 2006 o Tribunal de Instrução de Guimarães manteve a acusação de 23 crimes imputados a Fátima Felgueiras, refutando o recurso apresentado pelo advogado da autarca que pedia a realização de um novo debate instrutório.[1]