Galeguismo
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O galeguismo é uma ideologia política de tipo nacionalista que tem como objectivo a defesa da Galiza mediante a criação de instituições próprias.
O galeguismo surgiu em meados do século XIX, tendo sido inicialmente formulado como provincialismo e posteriormente como regionalismo. O termo começa a ser utilizado sobretudo quando são constituídas as Irmandades da Fala, em 1916, altura em que surge a corrente nacionalista galega, que defende o carácter nacional da Galiza. As Irmandades eram uma organização da qual faziam parte a burguesia e os intelectuais, liderada por Antón Villar Ponte. Na década seguinte consolidaram-se duas correntes: a nacionalista, em torno do Partido Galeguista de Castelao, e a republicana autonomista da ORGA, liderada por Casares Quiroga e Antón Villar Ponte. Esta última foi integrada, durante a Segunda República, na Izquierda Republicana de Azaña.
Em 1931 foram redigidos vários anteprojectos e bases para um estatuto de autonomia, cujo texto definitivo foi aprovado em Dezembro de 1932 na Assembleia de Municípios de Santiago de Compostela. O Estatuto foi aprovado por referendo no dia 28 de Junho de 1936 e pelas Cortes Espanholas em 1937, mas a Guerra Civil espanhola impediu que fosse imediatamente aplicado. Muitos galeguistas tiveram que exilar-se.
Durante o franquismo, o galeguismo foi alvo de perseguições, tendo subsistido através daqueles que estavam exilados. A fundação da Editorial Galaxia, em 1950, foi um dos feitos mais relevantes desta resistência. As novas organizações que foram aparecendo integraram o pensamento marxista e preferiram a denominação de "nacionalistas", tendo adoptado a estreleira como bandeira nacionalista dos galegos.
Após a queda do franquismo, o galeguismo reactivou-se. Na actualidade, as principais forças políticas associadas à ideologia identificam-se como "galeguistas".