Manuel Dias de Oliveira
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
Manuel Dias de Oliveira (Cachoeiras de Macacu, 1764 — Campos dos Goitacases, 1837) foi um pintor, professor e decorador brasileiro. É também conhecido pelos epítetos Brasiliense e Romano.
[editar] Vida
Quando jovem se transferiu à cidade do Rio de Janeiro, trabalhando como ourives. Um comerciante português financiou sua ida a Portugal, instalando-se na cidade do Porto, onde começou seus estudos de pintura. Mais tarde fixou-se em Lisboa, aperfeiçoando seus conhecimentos na Real Casa Pia, uma conceituada escola de arte daquela cidade, onde se destacava como um dos melhores alunos.
Em Lisboa conheceu o célebre pintor português Domingos António de Sequeira, e juntos se mudam a Roma em 1788 para seguir sua formação (daí o apelido o Romano). Dias de Oliveira entra na Accademia de San Lucca, onde é aluno de Pompeo Girolamo Battoni. Permaneceu na Itália até 1800, quando volta a Portugal e daí ao Brasil.
No Rio de Janeiro, foi designado diretor da Aula Régia de Desenho e Figura em novembro de 1800. Essa era a primeira escola oficial de arte da colônia. Dias de Oliveira era o encarregado das aulas de desenho ao natural e com modelo vivo, sendo o introdutor no Brasil do modelo nu. Seu ateliê, onde dava aulas, localizava-se na rua do Ourives. Entre seus estudantes, o mais importante foi Francisco Pedro do Amaral.
Dias de Oliveira trabalhou como decorador para eventos oficiais, e em 1808 foi o responsável pela decoração para a recepção da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro.
A partir de 1816, com a chegada dos artistas da Missão Artística Francesa, seu prestígio declinou, talvez pela competição com os recém-chegados. Em 1822, D. Pedro I o destitui do cargo na Aula Régia de Desenho e Figura. Retirou-se a Campos de Goytacazes em 1831, onde abriu uma escola primária. Morreu naquela cidade em 25 de abril de 1837.
[editar] Obra
Manuel Dias de Oliveira pintou retratos, alegorias, temas religiosos e naturezas-mortas, além de muitas obras efêmeras decorativas que se perderam. Algumas de suas obras são:
- O Milagre de Santa Isabel (1798, Museu Nacional de Belas Artes)
- O Gênio da América (obra alegória para o Paço dos Vice-Reis, hoje perdido)
- Alegoria de Nossa Senhora da Conceição (1813, Museu Nacional de Belas Artes)
- Retrato de D. João VI e Dona Carlota Joaquina (1815, Museu Histórico Nacional)
- Alegoria do Nascimento de D. Maria da Glória (1819, Museu Nacional de Belas Artes)
- Auto-retrato (1835)