Murcia (mitologia)
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Murcia, Murtea ou Murtia era um epíteto de Vénus em Roma, onde esta tinha um templo com uma estátua - como é referido por Sexto Pompeio Festo, Apuleio (nas "Metamorfoses") e Marco Terêncio Varrão. Este sobrenome, que se acredita advir de Myrtea (murta), parece indicar o gosto que a deusa tinha por esta planta. Diz-se, de facto, que existia um bosque de murta frente ao seu templo, no sopé do monte Aventino, como nos conta Plínio, o Velho. Outros autores cristãos, de forma claramente propagandística contra o culto pagão, como Agostinho de Hipona, na sua De Civitate Dei fazem advir o nome da palavra murcus, que significa estúpido ou palerma (note-se que no norte de Portugal existe o termo "morcão" ou "murcão" - ainda que esta última variante não seja referida em dicionários - para designar as larvas de alguns insectos e que é também utilizado para designar, ofensivamente, alguém que se despreza. Mas não existe nenhum autor que faça daí derivar a palavra, mas sim do termo castelhano murcón, ou "morcela", como aparece registado no Dicionário da Porto Editora). Outros, ainda, fazem derivar a palavra do termo usado em Siracusa, μυκρός, ou seja, terno.
[editar] Referências bibliográficas
- SMITH, William. Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, 1870, pp.1120 e 1121
- Morcão in Dicionário da Porto Editora, 7.ª edição, pág. 1231