Suinocultura
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A suinocultura é a parte da zootecnia especial que trata da criação de suínos para a produção de alimentos e derivados.
No mundo, os suínos respondem por 44% do consumo de carnes; 29%, carne bovina; 23%, aves, e 4%, as demais carnes.
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[editar] Suinocultura no Brasil
No Brasil, a carne bovina representa 52% do consumo total; a carne de frango, 34%, e a suína, apenas 15%.
Os porcos foram trazidos ao Brasil por Martim Afonso de Sousa em 1532. No início, os porcos brasileiros eram provenientes de cruzamentos entre as raças portuguesas, e não havia preocupação alguma com a seleção de matrizes. Com o tempo, criadores brasileiros passaram a desenvolver raças próprias. Com a destruição gerada pela Uma das melhores raças desenvolvidas no Brasil é o Piau. É branco-creme com manchas pretas, pesa 68 kg aos seis meses, e 160 com 1 ano. Capado e velho, pesa mais de 300 kg. Destina-se à produção de carne e toucinho. O Canastrão é melhor do que a raça lusitana Bizarra, da qual descende. Outras raças desenvolvidas no Brasil incluem o Canastra, o Sorocaba o o Tatu e o Carunchinho.
Nos últimos anos, com a popularização das técnicas de melhoramento genético, o plantel brasileiro se profissionalizou. Também contribuiu a importação de animais das raças Berkshire, Tamworth e LargeBlack, da Inglaterra, e posteriormente das raças Duroc e Poland China. A partir da Década de 1930 chegaram as raças Wessex e Hampshire, e depois o Landrace e o Large White.
O Brasil é um grande exportador de carne suína, tendo exportado 60 mil toneladas em 2002. Seus maiores clientes são a Rússia, a Argentina e a África do Sul. Em 2004, o mercado encontrava-se em uma crise de abastecimento, com a demanda subindo e o plantel diminuindo. A causa da crise foi o desabastecimento de ração animal, proveniente do milho, e a falta de planejamento do setor. Ainda assim, espera-se que a exportação anual de suínos chegue a 250 mil toneladas até 2006.
[editar] Castração de suínos
Os primeiros a domesticarem suínos foram os chineses 4900 A.C. Nas Américas esta espécie não existia , mas em 1493, Cristóvão Colombo trouxe as primeiras cabeças.[1]
Com o avanço da suinocultura moderna, muitas práticas novas foram adotadas, uma muito conhecida foi a castração, que consiste em retirar as glândulas sexuais do macho (testículos), inibindo a atividade causada pela produção de testosterona .
A castração se faz necessária pois os suínos machos inteiros, sexualmente funcionais, ao pesarem mais de 95 Kg, apresentam um odor e um sabor desagradável na carne e principalmente na gordura. Quanto mais velho for o animal, mais essa características se acentuam. "O odor pode ser detectado nas carcaças de animais abatidos - 75 dias após a castração." [1]
No Brasil atualmente a castração dos animais é obrigatória pelo menos 45 dias antes do abate dos animais
É recomendado que a castração seja feita quando o animal for novo, pois quanto mais novo for o animal, menos traumático e de fácil cicatrização será processo. A possibilidade de que ocorram hemorragias são menores, pois os vasos são menores e mais fáceis de se fazer hemostasia. [2]
[editar] Tipos de Castração
A castração pode ser feita de diversas maneira, entre elas:
- Castração inguinal: consiste em fazer uma ou duas incisões no último par de tetas, na região inguinal para se alcançar os testículos. Por ser uma operação muito complicada, não é muito utilizada no Brasil;
- Castração escrotal: consiste em realizar uma ou duas incisões na bolsa escrotal, cortando a membrana vaginal, depois expõe-se os testículos pela mesma, cortando o canal deferente (espermático). Após feito o corte do canal deferente, faz-se uma hemostasia (interrupção da passagem de sangue por pressão) da veia que irriga os testículos e em seguida corta-se a mesma. [3]
[editar] Referências
- [1] CAVALCANTI, Sergito de Sousa. Produção de Suínos. Campinas: Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1984. 453p.
- [2] BARRETO, Geraldo benedito. Curso de Suinocultura: Curso de noções de saneamento Rural. 2 ed. Campinas: Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1973. 261-266 p.
[3] DAL PRÁ, M. A.; CRIPPA, J.; SOBESTIANSKY, J.; LIMA, G. J. M. M.; BARIONI JUNIOR, W. Castração de leitões: Avaliação entre os métodos inguinal e escrotal. Concórdia: EMBRAPA-CNPSA, 1992. 4 p.