Ubá
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Município de Ubá | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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"Cidade Carinho" | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Ubá é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2005 era de 96.689 habitantes.
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[editar] História
[editar] A Colonização da Bacia do Rio Pomba
Em 1767, o Sertanista Cap. Francisco Pires Farinha chefiou uma expedição que tinha como objetivo organizar o aldeamento dos índios na bacia fluvial do Rio Pomba.
Até então, a colonização portuguesa nessa região era feita com o extermínio dos índios, poupando-se as mulheres e crianças para o aproveitamento em serviço doméstico.
Esta política de extermínio provocou pressões internacionais que resultaram no aldeamento dos índios, ou seja, aos índios que se submetessem viver confinados em áreas demarcadas seria fornecido roupas, alimentos, remédios e ferramentas, desde que estivessem assistidos por um padre que se encarregaria de catequisá-los.
Foi nomeado para esta missão de aldeamento o Padre Manoel de Jesus Maria.
A expedição de aldeamento chegou às margens do Rio Pomba em 25 de dezembro de 1767 e fixou-se no local onde seria erguida a igreja dedicada ao mártir São Manoel.
Presumivelmente por volta de 1780 a 1790 Padre Manoel chegou ao Rio Ubá, onde viviam os índios Coroados, que usavam uma espécie de gramínea, a cana U-Uva, para fazer as flechas que usavam. Por evolução linguistica U-Uva tornou-se Ubá. Nestas imediações Padre Manoel construiu uma capela que, mais tarde, após reconstruída por Antônio Januário Carneiro da Silva, recebeu o nome de São Januário, por que era o santo do dia do seu nascimento, acontecido em 19 de setembro de 1879.
[editar] Uma caminhada na história
A partir de 1797, com a usurpação da terra indígena e a força do trabalho escravo, teve início a ocupação das matas, localizadas às margens do Rio Ubá.
O Povoado surgiu porém na antiga RUA DE TRÁS, hoje denominada RUA SANTA CRUZ, isto em 3 de novembro de 1.815; em 7 de setembro de 1841, recebeu a denominação de "Capela de São Januário de Ubá"; A Lei Provincial nº 854, de 17 de junho de 1853, tornou-a "Vila de São Januário de Ubá"; A Lei nº 806, de 3 de julho de 1857, deu-lhe a categoria de cidade, com a atual denominação: UBÁ.
A Comarca de Ubá foi criada pela Lei Provincial nº 11, de novembro de 1892. Instalada am 23 de março de 1892.
É paradoxal, mas não se tem notícias da existência de tribos indígenas vivendo nesta região decorridos 100 anos do descobrimento do Brasil.
Histórias mais vivas, todavia, levam-nos a acreditar que, no final do século XVII, Capuchinhos Franceses ocupavam nove missões indígenas nos distritos dos índios Coroados, Coropós e Puris, dispostas desde à Serra do Geraldo até o Porto dos Diamantes. Os Capuchinhos, porém, foram expulsos do Brasil em 1617.
Versões diversas dizem que os Jesuítas, a partir daquela data, tomaram para si tais missões e prosseguiram, com métodos mais brandos e suaves, à catequização dos Silvícolas. É quase forçoso apreender tal variante ou mesmo seguir a narrativa "sinuosa" de que os Tamoios, imensa e poderosa família indígena, predominante em parte do Litoral Brasileiro, perseguindo sistematicamente outras tribos nativas, fizeram-nas debandar a esta parte.
No meio do século XVIII, 1750, o sertanista Capitão Francisco Pires Farinho instalou-se nesta região, conseguindo conviver harmonicamente com os nativos, caso pouco significativo, em termos reais com a pacificação das tribos da época.
As várias tentativas do Estado na colonização dos Coroados, Coropós, Puris e Botucudos, habitantes das matas da região que desciam de Guarapiranga às margens dos Rios Chopotó, Pomba e Ubá, terminavam sempre em sangrentas batalhas entre os verdadeiros donos da terra e os invasores brancos. Nos confrontos, utilizando flexas e machados contra armas de fogo, os índios eram gradativamente massacrados ou tornados prisioneiros para o trabalho escravo, principalmente em se tratando de jovens e mulheres.
As fortes pressões internacionais contra o genocídio convenceram o Rei de Portugal a determinar que o Governador Luiz Diogo Lobo da Silva organizasse uma expedição na tentativa da aproximação amistosa com os índios. Dessa tarefa difícil participaria aquele que conhecia as trilhas das matas, os costumes indígenas, e tinha familiariedade com eles: Capitão Francisco Pires de Farinho. Este, seria um guia especial com função de comando. O desafio maior, porém, caberia a um vigário formado no Seminário de Mariana em 1757, filho de um Português com uma escrava índia. Sua função, catequizar os Silvícolas.
[editar] Ubá, origem do nome
UBÁ. ( No idioma Tupi-Guarani traduze-se por "canoa" construida inteiramente de um só lenho ou de uma casca inteiriça de árvore).
Planta herbácea, com que se fazem balaios, gaiolas e objetos similares. Espécie de gramínea; candiubá.
Vegetal, hoje em extinção, inteiramente desconhecido dos jovens UBAENSES, mas esplendorosamente "abundante", outrora, às margens do Ribeirão que corta a cidade: espraiava-se desde Miragáia até juntar-se ao Rio Chopotó, que banha a vizinha e hospitaleira sede do Município de Guidoval, à época, denominada Arraial do Sant'Ana do Sapé.
RIO UBÁ, piscoso, águas mansas, cristalinas, fonte de vida das antigas tribos indígenas como Croatas, Cropós (Coropós), Puris, etc., hoje, e até QUANDO? Apenas escoadouro de rejeitos e dejetos...MORTO!
[editar] Capela de São Januário
Antônio Januário Carneiro da Silva nasceu em Calambau. Seguindo os impulsos de sua época, dedicou-se ao comércio. Comprando e vendendo produtos agrícolas da região conseguiu estabelecer-se como abastato proprietário rural sendo sua a iniciativa de doar terras para fundar o povoado que seria mais tarde a cidade de Ubá. Por mais uma inciativa de Antonio Januário Carneiro da Silva foi oficializada em 3 de novembro de 1815 fato este intermediado por Guido Marlière. Em sua Fazenda Boa Vista, hoje Fazenda Boa Esperança, Antônio Januário montou toda a infra-estrutura necessária à construção da capela de São Januário, trazendo operários especializados de Calambau e Piranga. Antes da construção da Capela, os operários construiram suas próprias casas próximas ao local onde a igreja seria construída. Essas casas foram construídas onde hoje situa-se a Rua Santa Cruz, antigamente chamada de Rua de Trás, por estar situada atrás da igreja. Antônio Januário Carneiro da Silva morreu antes de terminar a construção da igreja que foi terminada tempos depois por seu filho Antônio Januário Carneiro Filho
[editar] Lembranças
- O compositor Ary Barroso, criador da Aquarela do Brasil, nasceu em Ubá.
- A história de Ubá se multiplica por vários momentos.
- Lá se foram as matas verdejantes que circundavam e compunham as cabeceiras da cidade.
- O rio Ubá se nunca foi caldaloso, mostrava suas águas com aspecto saudável, reflentindo vida, tão diferente dos dias de hoje.
- Por onde andam seus pássaros que musicavam os quintais, sobressaindo os chapinhas de canto canoro enfeitando as árvores?
- Rua São José, palco de saudosas batalhas de confete, promovidas pelo Bazar Renê sob a orientação de Luis Manhães.
- Jardim de São Januário, onde as moças circulavam no sentido oposto aos dos moços, trocando olhares, primeiro caminho para futuras paixões.
- As retretas da 22 de Maio, protegida dentro do coreto sob a batuta do Major Sollero. Praça Guido do Cinema Brasil, onde ficava o mais tradicional bar da região: Bar do Ponto.
- O incessante desfile das moças pela calçada num vai e vem entusiasmado com a presença dos rapazes conversando de pé na calçada.
- O Grande Hotel, sempre com um intenso movimento, colocava para o lado de fora suas cadeiras de vime, ocupadas pelos viajantes que adoravam fazer ponto em Ubá.
- O Rádio Bilhar, por onde passavam os moços e os grandes campeões de sinuca.
- A plataforma da estação da Leopoldina, onde abriam-se sorrisos de alegria pela chegada e lágrimas melancólicas pela partida.
- Avenida Raul Soares do Campo do Aymorés, Clube do coração dos ubaenses e respeitado em toda região. Abrigo da residência do saudoso Senador Levindo Coelho, onde a cada 13 de outubro se concentrava o povo de Ubá para saudar o seu líder político.
- Antigo Clube recreativo, hoje Ubá Tênis Clube, de festas memoráveis e de seus brilhantes carnavais.
- A Praça de Esportes, berço da natação e do balé aquático que com brilhantismo levou o nome de Ubá para toda Minas Gerais.
- Ubá, a cidade carinho, da manga gostosa e das moças bonitas.
- Ubá, terra que nos consola e nos enche de orgulho pelo seu bendito passado, vibrante presente e espelho de um maravilhoso futuro.
- Santinho Barreto foi figura marcante na histórica da cidade.
- Vadinho Baião (PT) é o deputado federal majoritário da região.