Universidade Independente
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A Universidade Independente, instituição de Ensino Superior Privado, apresentou-se, desde a sua fundação, em 1994, como organização vocacionada para as novas tecnologias. Conta, entre os seus antigos alunos, com personalidades de destaque, nomeadamente o actual (2007) Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates, e ainda Armando Vara, também socialista, que concluiu o Curso de Relações Internacionais, três dias antes [1] [2] da sua nomeação para a Administração da Caixa Geral de Depósitos, cargo que ainda exerce actualmente (2007). Pelo Centro de Estudos de Televisão, dirigido por Emídio Rangel, surgem nomes como os de José Alberto Carvalho, Ana Sousa Dias, Catarina Furtado, Margarida Marante, Júlia Pinheiro, Teresa Guilherme, Manuel Luís Goucha e Baptista-Bastos. A modelo Bárbara Elias, a ex-miss Portugal Fernanda Silva e o cantor Axel também passaram pelas cadeiras da UnI, como estudantes do curso de Ciências da Comunicação. O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Rui Nobre Gonçalves, leccionou aulas na Universidade Independente, tal como o assessor do ministro da Saúde, Miguel Vieira. Carlos Narciso, o assessor [3] do ministro dos Assuntos Parlamentares Augusto Santos Silva, foi outro dos alunos da Independente. Surgem ainda os nomes de Alberto João Jardim, Joaquim Letria ou Filipe La Féria, que também estiveram ligados e esta Universidade, enquanto professores [4].
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[editar] Cumprimento de critérios de qualidade
O ministro da Ciência, Mariano Gago ordenou em Março de 2007 a reavaliação da autorização de funcionamento da Universidade Independente. Um dos motivos prende-se com o reduzido número de doutorados em tempo integral na Universidade. Mariano Gago referiu como exemplo o facto de existir apenas um doutorado em tempo integral no pólo de Lisboa[5].
[editar] Crise 2007
Em 2007, o reitor da instituição, Luís Arouca afasta o vice-reitor Rui Verde, acusando-o de corrupção e de falsificação de documentos. Rui Verde contestou a medida do reitor e decide apelar ao Tribunal de Comércio de Lisboa que considerou a decisão de Luís Arouca como ilegal. Rui Verde reassumiu o cargo e decidiu afastar o reitor. Contudo, Rui Verde apenas esteve um dia, no dia seguinte foi detido por suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, falsificação de documentos.
A situação da universidade tornou-se caótica, surgindo ao cúmulo de haver dois professores para leccionar a mesma disciplina com duas fracções: uns que apoiam Luís Arouca (entretanto, constituído arguido) e os que defendiam Rui Verde. Os alunos temem pela sua situação, depois de gastarem os seus rendimentos em propinas e verem dinheiro e tempo perdido para nada. A situação tornava-se grave e grande parte dos alunos começam a tratar da documentação para efectuarem a transferência para outros estabelecimentos de ensino superior.
A 9 de Abril de 2007, o ministro Mariano Gago anuncia o encerramento compulsivo provisório por dez dias úteis, em que os responsáveis da universidade devem demonstrar a sua capacidade para a continuação das actividades lectivas, caso o não consigam, a universidade será extinta e os alunos transferidos para outras universidades públicas e privadas.
[editar] Referências
- ↑ http://www.correiomanha.pt/notic...nal=0& id=232731
- ↑ Segundo um artigo do jornal Expresso de 31 de Março de 2007, terá concluído o curso 6 meses antes da sua entrada na CGD.
- ↑ Exonerado por Augusto Santos Silva a 3 de Abril de 2007, por colaboração a título pessoal com a Universidade Independente, ao ter enviado um e-mail das instalações da Universidade: id_news=270124 e [1]
- ↑ http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=232731&idselect=9&idCanal=9&p=200
- ↑ Universidades privadas repudiam tratamento de Mariano Gago - Diário de Notícias