Colaboração entre nazistas e sionistas
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O forte anti-semitismo da Alemanha nazista e suas políticas não impediu que houvesse colaboração entre o estado nazista e o sionismo. Adolf Hitler e seu grupo viam no sionismo como uma forma de resolver o problema judaico em seu país, de forma a esvaziar a Europa dos judeus. Muitos grupos e autoridades sionistas, em troca de ganhos políticos, estiveram indiferentes a tragédia de seu próprio povo.
[editar] Antecedentes
Antes da Alemanha nazista os sionistas colaboraram com outro estado anti-semita, a Rússia czarista, poucos anos antes da Revolução Russa. Por volta de 1903 Theodor Herzl se encontrou com o ministro do interior Viatcheslav von Plehve, um dos grandes incitadores de pogroms da época. Segundo o próprio Herzl, "os anti-semitas serão nossos amigos mais fiéis, e os Estados anti-semitas nossos mais firmes aliados" (Theodore Herzls zionistische Schriften, Leon Kellner, ed., ester Teil, Berlin: Judischer Verlag, 1920, p. 190)". Em meio a Guerra civil russa, o líder sionista revisionista Vladimir Jabotinsky fez acordos com outro grande anti-semita da época, Symon Pletiura.
[editar] O sionismo e ascensão do Terceiro Reich
Algumas organizações sionistas viram a ascenção de Hitler e o Terceiro Reich na Alemanha com bons olhos, chegando-o a elogiá-la como uma forma de renascimento da vida nacional alemã que os judeus deveriam se espelhar. Na época entre a ascenção de Hitler ao poder e a Segunda Guerra Mundial a Alemanha nazista ainda não cogitava o extermínio físico dos judeus que viviam sob seu domínio, e tentou a tática da "dessamilição" cultural, de forma a acentuar a identidade religiosa dos judeus que viviam na Alemanha. Robert Weltsch, editor-chefe do jornal sionista Jüdische Rundschau, uma publicação voltada para a comunidade judaica alemã, incentivava entusiasticamente seus leitores a utilizarem a Estrela Amarela imposta por Hitler: “Use-a com orgulho, a Estrela Amarela!”. Nessa mesma época a circulação do jornal de Weltsch subiu de por volta de 5 a 7 mil exemplares para 40 mil. Em 1935 atracou em Haifa um navio de passageiros vindo do porto alemão de Bremerhaven capitaneado por um membro do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães e com passageiros sionistas. Este navio tinha uma bandeira com a suástica nazista no mastro ao mesmo tempo que tinha no convés letras em hebraico dizendo "Tel-Aviv".
[editar] Incentivos nazistas
Enquanto o Terceiro Reich perseguia os judeus que viviam sob seu domínio, haviam campos especiais de treinamento para o trabalho agrícola na Palestina para jovens sionistas. Em agosto de 1933 foi firmado entre oficiais alemães e Chaim Arlosoroff (secretário político da Agência Judaica) o Acordo Ha'avara (palavra hebraica para transferência). Tal acordo era o cérebro da cooperação entre nazistas e sionistas.
Através de tal acordo incomum, cada judeu interessado em ir para a Palestina depositava dinheiro em uma conta especial na Alemanha, e tal dinheiro era utilizado para comprar máquinas, ferramentas, fertilizantes e outros materiais agrícolas feitos na própria Alemanha. Tudo isso era exportado para a Palestina e vendido pela companhia judaica Ha'avara em Tel-Aviv. Dinheiro das vendas era dado para os imigrantes judaicos quando chegavam na Palestina correspondente ao seu depósito na Alemanha.