Estrasburgo
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Estrasburgo | |||
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Região | ![]() |
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Departamento | |||
Área | 78,27 km² | ||
População (1999) | 252.338 habitantes | ||
Densidade | 3.224 hab/km² | ||
Altitude | 140 metros | ||
Coordenadas | 48° 35' N 7° 45' E | ||
Código Insee | 67482 | ||
Código Postal | 67000 | ||
Gentílico | Estrasburguês | ||
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Comuna da França ![]() |
Estrasburgo (Strasbourg em francês, Straßburg em alemão, pronúncia em alsaciano Strossburi) é uma comuna situada no leste da França, na margem esquerda do rio Reno. É a capital da região administrativa da Alsácia e do département (departamento) do Bas-Rhin (Baixo-Reno).
A aglomeração urbana prolonga-se até a Alemanha, à cidade de Kehl, que é o espelho geográfico de Estrasburgo do lado oposto do Reno.
Índice |
[editar] Geografia
Atravessada pelo rio Ill, afluente do Reno, que se divide para formar até cinco braços no centro da cidade (no setor da Petite France), a cidade é composta de bairros a forte identidade, como Robertsau, Cronenbourg, Koenigshoffen, Hautepierre, Elsau, Krutenau, Neudorf, Meinau e Neuhof. Situada a uma altitude média de 140 m acima do nível do mar, Estrasburgo caracteriza-se por um relevo relativamente plano. Assim, no centro da cidade, percebem-se somente leves ondulações do terreno, culminando à proximidade da catedral e no cruzamento da Grand-Rue (Grande rua) e da rua do Fossé-des-Tanneurs, correspondendo às zonas de habitações mais antigas.
A cidade é também conhecida como uma das capitais da Europa, devido às inúmeras instituições européias que ela abriga, entre as quais o Conselho da Europa, o Parlamento europeu (dividido com Bruxelas) e a Corte Européia dos Direitos Humanos, sem esquecer a cadeia de televisão binacional franco-germânica Arte.
[editar] História
Estrasburgo, conhecida pelos romanos como Argentoratum, foi fundada em 12 a.C.. Era então um campo militar fortificado posicionado sobre o limes (fronteira do Império Romano) do Reno. Um canabae (aglomeração de habitações civis) desenvolveu-se ao redor do campo e em direção ao oeste, prelúdio ao desenvolvimento futuro da cidade.
Estrasburgo foi incorporada ao Império franco no século V. Em 842, a cidade foi palco dos Juramentos de Estrasburgo, mais antiga testemunha escrita das línguas francesa e alemã.
A catedral de Estrasburgo foi terminada em 1439, tornando-so o mais alto edifício do mundo, ultrapassando a grande Pirâmide de Gizé. Durante a década de 1520, a a cidade abraçou as teses religiosas de Martinho Lutero, cujos adeptos estabeleceram uma universidade no século seguinte.
Cidade livre e autônoma do Império, Estrasburgo foi anexada à França somente em 1681, estatuto confirmado pelo Tratado de Ryswick (1697). Louis XIV manda destruir simbolicamente parte das fortificações da cidade. Isso cria uma abertura pela qual ele entra em Estrasburgo, marcando assim a submissão da cidade ao poder real. Mandatado pelo rei, Jacques François Blondel desenha um plano de embelezamento de Estrasburgo que, por falta de financiamento, será somente parcialmente realizado. Estrasburgo deve a Blondel principalmente a construção da Aubette na praça Kléber e a reforma da praça Marché-Gaillot. Diversos edifícios clássicos serão construídos, o primeiro dos quais foi o Palácio Rohan, habitação de príncipes construída às margens do rio Ill, face às habitações burguesas. Mas foram principalmente as fortificações de Vauban que marcarão este período, com a construção de uma proteção sobre o Ill, face às Pontes Cobertas (Ponts Couverts), e a de uma imposante cidadela ao sudeste, situada face à Alemanha. Com o crescimento da indústria e do comércio, a população triplicou no século XIX, passando a 150 000 habitantes.
Estrasburgo foi anexada ao recém estabelecido Império Germânico como capital do Reichsland da Alsácia-Lorena (Alsace-Lorraine) em 1871, após a Guerra franco-prussiana (Tratado de Frankfurt). Este período marca o apogeu da dominação política e territorial de Estrasburgo. Beneficia igualmente da intenção alemã de transformar a cidade na vitrine da cultura alemã, visando a atrair as populações locais e a mostrar ao mundo e à França a superioridade da cultura germânica. Estrasburgo recebeu então inúmeros edifícios públicos, entre os quais o Palácio do Imperador (atualmente Palácio do Reno), o parlamento da Alsácia-Lorena e o Palácio Universitário. A mais importante extensão urbana de Estrasburgo é então planificada, tendo como resultado a duplicação da superfície da zona urbana em trinta anos.
A cidade voltou à França após a Primeira Guerra Mundial em 1919, pelo Tratado de Versalhes. Tornou-se novamente parte da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, de 1940 a 1945, para retornar à França no final da guerra.
[editar] Principais centros interesse
- Catedral de arquitetura gótica, construída entre 1176 e 1439, cuja torre culmina a 142 metros.
- Pontes cobertas (fortificações medievais sobre o Ill)
- Bairo da Petite France (arquitetura vernacular)
- Maison Kammerzell (século XV)
- Antigas fortificações datando do século XIII, modificadas por Vauban no século XVIII.
- A Aubette (1765 a 1778) (arquiteto : Jacques François Blondel)
- Palácio Rohan (arquiteto : Robert de Cotte)
- Estação Central (1878)
- Palácio universitário (1884) (arquiteto : Otto Warth)
- Cidade-jardim de Stockfeld, início do século XX
- Bairro europeu :
- Sede do Conselho da Europa (Le Palais de l'Europe) (inauguração em 1977) (arquiteto : Henry Bernard)
- Corte Européia dos Direitos Humanos (inauguração : 1995) (arquiteto: Richard Rogers)
- Parlamento europeu (inauguração : 1999) (arquiteto : Architecture Studio)
- Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Estrasburgo (inauguração : 1998) (arquiteto : Adrien Fainsilber)
[editar] Estrasburgueses célebres
- Sébastien Brant (1457-1521), poeta satírico e humanista
- François-Christophe Kellermann (1735-1820), marechal
- Jean-Baptiste Kléber (1753-1800), marechal
- Gustave Doré (1832-1883), pintor
- Paul Émile Appell (1855-1930), matemático
- Jean-Jacques Waltz, dit Hansi (1873-1951), artista
- Jean Arp (1886-1966), artista
- Pierre Pflimlin (1907-2000), presidente do Conselho e do Parlamento europeu
- Herbert Leonard (1945-), cantor
[editar] Residentes célebres
- Johann Gutenberg (1400-1468), inventor da impressão a caracteres metálicos móveis
- Desiderius Erasmus, ou Erasmo (1467-1536), humanista
- Jean Calvin (1509-1564), defensor da Reforma
- François-Marie Broglie (1671-1745), marechal e governador de Estrasburgo
- Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), escritor
- Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), músico
- Rouget de Lisle (1760-1836), compositor de la Marseillaise
- Numa Denis Fustel de Coulanges (1830-1889), historiador
- Louis Pasteur (1830-1895)
- Marc Bloch (1886-1944), historiador e membro da resistência
- Albert Schweitzer (1875-1965), teólogo, filósofo, músico e médico
[editar] As universidades da Academia de Estrasburgo
- em Mulhouse :
- Université de Haute Alsace
- em Estrasburgo :
- Université Louis-Pasteur Strasbourg I ULP
- Université Marc-Bloch Strasbourg II UMB (chamada antigamente Université des sciences humaines de Strasbourg)
- Université Robert-Schuman Strasbourg III URS
- Centre régional des œuvres universitaires et scolaires de Strasbourg (Crous) (Crous Strasbourg)
Estrasburgo conta com um pouco menos de 50000 estudantes, dos quais 37500 nas suas três universidades. Os estudantes estrangeiros constituem quase um quinto do efetivo (18,5 %).
[editar] Ligações externas