Romero Machado
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Romero da Costa Machado (1945) é um auditor e executivo brasileiro.
[editar] Biografia
Trabalhou como auditor e controller da Rede Globo, assessorando diretamente o dono da emissora, Roberto Marinho, até meados da década de 80, quando sai da emissora, supostamente indignado pelo acobertamento das mais diversas fraudes e irregularidades cometidas por funcionários graduados da emissora, inclusive ligados à facções criminosas, como bicheiros cariocas, o que fazem com que escreva o livro Afundação Roberto Marinho, publicado em 1987, cuja venda foi proibida várias vezes por liminares impetradas pela família Marinho, e hoje é raridade em sebos e livrarias.
No livro, Machado descreve todo o esquema de arrecadamento ilícito de dinheiro público por parte da Fundação Roberto Marinho, principalmente, denunciando gente graúda de então como José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (o Boni, então vice-presidente da Rede Globo) e José Carlos Magaldi, publicitário e então diretor da Fundação. Chega a pedir, com base nos dados que auditou, a prisão do próprio Roberto Marinho. Algumas de suas graves acusações foram base para o documentário Beyond Citizen Kane.
Há quem acuse Romero da Costa Machado de manipular os dados ao seu favor, e de que toda a sua escalada de denúncias seja uma vingança (tardia) à sua demissão. De qualquer forma, muitos consideram que o auditor perdeu grande parte da sua credibilidade quando se bandeou para o lado de Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus, dando entrevistas bombásticas à Rede Record na época da "guerra santa" entre os dois canais provocada pelo chute numa imagem de Nossa Senhora Aparecida por um dos bispos da IURD num programa religioso da Record, em 12 outubro de 1995, dia da santa.
Desde então, escreveu artigos classificando o notoriamente acusado de diversos atos ilícitos Edir Macedo de injustiçado pelo grande império global.
Outros artigos seus, no afã de denegrir a imagem de sua ex-empregadora, resvalam no absurdo, como o que acusa as organizações Globo de explorarem a prostituição no Rio de Janeiro por publicar, em O Globo, anúncios de "acompanhantes" - o que TODOS os jornais de grande circulação fazem. Nos seus artigos, não são poupados nem os artistas da emissora, e até de fora dela, como Cazuza, classificado como mau exemplo de drogado e homossexual, patrocinado pela Globo.
Atualmente, Romero Costa Machado dedica-se a dar palestras em centros anti-globais, como diretórios estudantis e partidos de esquerda, dedicando-se à sua missão de destruir as Organizações Globo.
A última denúncia bombástica foi a denúncia de que um novo escândalo da Proconsult estaria em progresso nas eleições presidenciais de 2006, envolvendo todas as grandes emissoras de televisão (inclusive a Record e a Igreja Universal, suas antigas paixões) e jornais para reeleger Lula - o que, diga-se de passagem, choca-se frontalmente com todas as críticas sofridas pela grande mídia brasileira, que supostamente estaria voltada contra Lula, não a favor dele.
[editar] Ligações externas
- Coletânea de artigos de Romero Machado contra a Rede Globo
- Documentário "Muito Além do Cidadão Kane"
- O suposto golpe que envolveria os meios de comunicação brasileiros na reeleição de Lula