Milícia da Imaculada
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A Milícia da Imaculada – fundada por Frei Maximiliano Kolbe em 16 de outubro de 1917 – é uma associação de direito pontifício formada por fiéis, clérigos e leigos, os quais, lembrados da vocação de todos os cristãos à santidade pessoal, à evangelização e da missão de graça de Maria na Igreja e no mundo, fruto da sua união perfeita com o Espírito Santo, reconhecem, no mistério da sua Imaculada Conceição, o ponto focal da sua espiritualidade, teologia e apostolado.
Logo depois de fundada, foi reconhecida oficialmente pela Igreja. Em 1919, o Papa Bento XV abençoou esse Movimento Mariano. Em 1922 foi aprovada como “associação piedosa” (Pia Unio). Em 1926 o Papa Pio XI cumulou-a de várias indulgências. Em 1975 a Santa Sé aprovou os Estatutos da MI ajustados às exigências do Concílio Vaticano II, não alterando, porém, o Programa do Movimento, formulado pelo próprio fundador. A Milícia da Imaculada, segundo o próprio fundador, é “uma visão global da vida católica sob uma nova forma, que consiste na união com a Imaculada, nossa Medianeira universal junto a Jesus” [Escritos de São Maximiliano, 1220, III 491]. A MI se propõe essencialmente em promover a expansão do Reino do Santíssimo Coração de Jesus no mundo por meio da ação da Imaculada, ou melhor, de estimular todos os cristãos a pôr-se a serviço dela em sua missão de Mãe da Igreja.
São Maximiliano Maria Kolbe, polonês, nasceu no dia 8 de janeiro de 1894. Franciscano Conventual, mártir da caridade no campo de concentração de Auschwitz, foi morto em 1941, às vésperas da Festa da Assunção de Nossa Senhora e canonizado pelo Papa João Paulo II no dia 10 de outubro de 1982. Foi em Roma, durante o período de seus estudos filosóficos e teológicos num ambiente mariano de grande tradição franciscana que tanto desenvolveu o tema do Dogma da Imaculada – o Colégio Internacional dos Franciscanos Conventuais – que Frei Maximiliano sentiu-se chamado a fundar esse apostolado, com o apoio de outros seis confrades.
O que motivou Frei Maximiliano a fundar esse movimento? Com certeza, seu zelo apostólico, expresso em seu próprio ideal de vida e do movimento: “Conquistar o mundo inteiro para Cristo, pela Imaculada”. As correntes anti-religiosas de seu tempo que agiam contra a Igreja, as blasfêmias e a propagação das forças do mal o levou a pensar seriamente em reagir em defesa da Igreja e do Reino de Nosso Senhor. Frei Maximiliano funda um novo “exército”, cujo objetivo é salvar as almas perdidas e indiferentes, e tem Nossa Senhora à sua frente, como advogada e protetora. Ouvindo algumas meditações sobre a vitória da Virgem Maria e alguns testemunhos de vida de pessoas que se converteram à fé católica é que ele, aos poucos, elaborou aquilo que chamou de Programa Original.
Tendo nascido dentro da Ordem dos Frades Menores Conventuais, cabe a esta a assistência espiritual a nível mundial, tendo como moderador o Ministro Geral da Ordem, que nomeia um Diretor Internacional. Roma, local de sua fundação e ponto de referência e animação para todo o movimento, foi reconhecida como “sede primária”, podendo agregar a si as sedes filiais espalhadas pelo mundo. Em cada país onde a MI está presente há um centro nacional que coordena as atividades das sedes filiais. Uma sede filial da MI pode ser erigida por decreto do Bispo Diocesano, junto de alguma igreja ou capela, tendo a assistência de um sacerdote da sede do Movimento. As sedes filiais poderão também ser assistidas por padres diocesanos ou de outras Ordens ou Congregações religiosas. Caso for oportuno, podem se erigir Centros Regionais, de acordo com os Estatutos da MI. A sede filial, canonicamente ereta, deve procurar sua agregação à Sede Primária de Roma. Isso pode ser feito por intermédio da Sede Nacional.
No Brasil, a Sede Nacional é o Jardim da Imaculada, assistida pelos frades da Província São Maximiliano Maria Kolbe e estabelecida pelo ato da Direção Geral da MI de Roma, com a data de 1º de janeiro de 1982 e está situada em Cidade Ocidental-GO, a poucos quilômetros de Brasília-DF. Há também outras importantes presenças da Milícia em diversas partes do Brasil, como a assistida pelos frades da Província São Francisco de Assis, com sede em São Paulo.
(fonte: Revista Cavaleiro da Imaculada, novembro de 2006, ano 28, nº 324)