Casa de Habsburgo
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
A Casa de Habsburgo (Hapsburg; também chamada a Casa da Áustria) foi uma das famílias mais importantes da História da Europa. A família tem origem no século XII e o nome deriva de Habichtsburg, o castelo do falcão, sua morada oficial, construído em 1020, na Suíça.
A casa de Habsburgo subirá pela primeira vez ao trono imperial com Rodolfo IV, que reinará sobre o Sacro Império Romano-Germânico de 1273 a 1291 como Rodolfo I. Em 1278, após a derrota e morte do Rei da Boêmia Otokar II na batalha de Dürnkrut (no Marchfeld), o imperador obteve os ducados da Áustria e da Estíria, que deu em feudo aos filhos.
Foi assim o fundador do poder da família: Rodolfo I, rei dos romanos (1273-1291) e conquistador da Áustria e da Estíria, cujas terras doou para seus dois filhos em 1282, iniciando o domínio da família sobre a Áustria. Morto Rodolfo I, os Habsburgos, poderosos e invejados, não puderam manter-se na chefia do Sacro Império. Alberto, seu filho, pode sucedê-lo entretanto em 1298 como Alberto I, mas foi assassinado em 1308. Afastados pela poderosa Casa de Luxemburgo, os Habsburgos foram excluidos dos assuntos do Império. Quando a Bula de Ouro (constituição selada de ouro, dada pelo soberano do Sacro Império) fixou em 1356 os sete príncipes eleitores do Imperador, os Habsburgos nem estavam na lista. Suas terras suíças estavam ameaçadas pela nascente Confederação Helvética. Em troca, a aquisição da Carniola em 1335, do Tirol em 1363, de uma parte da Ístria em 1374 e de Trieste em 1382 consolidaram o ducado da Áustria, base de seu poder.
Segundo o costume germânico, os territórios dos Habsburgos são repartidos entre os diversos membros da família. Em 1379 se separarão um ramo Albertino e um ramo Leopoldino, o qual terminará recolhendo em 1490 a herança completa. Tais divisões acarretam conflitos, enfraquecem o poder dos príncipes e reforçam o das Dietas locais que, cada vez mais dominadas pela nobreza, começam a elaborar sua administração própria.
A extinção da Casa de Luxemburgo permitiu aos Habsburgos recuperar a coroa imperial. A eleição de Alberto II em 1438 e a de Frederico III em 1440 marcam o início de uma presença duradoura na chefia do Sacro Império. Os eleitores escolherão apenas Habsburgos, com exceção de um curto período de 1740 a 1745.
[editar] Eleição de Frederico III
A eleição de Frederico III marca o início de uma ascensão formidável ao poder universal, expressa na divisa AEIOU: Austriae est imperare orbi universo («À Austria cabe reinar sobre o universo»). Eleito para defender os interesses da cristandade e dos príncipes alemães na Europa oriental, é considerado medíocre. O conflito com o rei da Hungria Matias I Corvino a definição das lutas internas entre ramos da família fortalecerão a presença dos Habsburgos na Áustria.
[editar] Uniões dinásticas
Todo o processo das uniões dinásticas lhes será favorável. A fórmula que nasceu diz: Bella gerant alii; tu, felix Austria, nube («que outros guerreiem (enquanto) tu, feliz Áustria, concluis casamentos»). Conseguirão dominar a Europa como resultado dessa astuta política. Maximiliano I (1459-1519) com o seu próprio casamento com Maria da Borgonha passou a governar as possessões neerlandesas dos duques da Borgonha, ou seja, Países Baixos, Luxemburgo e a Borgonha, além do Franco Condado. Ao casar-se com a infanta Joana de Castela, seu filho Filipe o Belo tornou-se rei de Castela, Aragão, Nápoles e senhor das terras espanholas do Novo Mundo. Pelo tratado de Viena, em 1515, Maximiliano I assegurou o casamento de seus dois netos com as herdeiras de Ladislau II Jagellon, e os Habsburgos obtêm as coroas da Boêmia e da Hungria em 1526.
[editar] Carlos V, o apogeu
Os Habsburgos governaram a Hungria e a Boêmia de 1526 a 1918. Nápoles, Sicília e Sardenha, o auge do poder sucedeu em 1519 com Carlos I, rei da Espanha e imperador (como Carlos V). Reunia nele as heranças das casas de Áustria, Borgonha, Aragão, Castela e as imensas terras espanholas no Novo Mundo. Foi o rei mais poderoso de seu tempo e desde 1552 confiou ao irmão caçula, Fernando I, suas possessões austríacas, enquanto reservava para o ramo espanhol da família os Países Baixos e a Borgonha. Morto Carlos, seu irmão Fernando (1503-1564) recebeu a coroa imperial e as posses no Danúbio que incluiam Áustria, Boêmia e Hungria, e ao filho Filipe II (1527-1598) coube Espanha e Borgonha.
A Fernando I se deveu a organização progressiva do futuro Império Austro-Húngaro. Perdurou o costume de divisões por sucessão, e em 1564 o novo imperador Maximiliano II concedeu a Estíria a seu irmão Carlos, o Tirol e possessões no Reno ao outro irmão Fernando.
[editar] O combate ao Império Otomano
A Reforma Protestante e a invasão turca da Europa Oriental obrigaram os dois ramos dos Habsburgos a juntar forças para preservar o catolicismo europeu durante toda a Contra-Reforma e a guerra dos Trinta Anos (1618-1648).
O combate aos turcos marcaria por dois séculos o destino da dinastia. O Império Otomano, desde a tomada de Constantinopla em 1453, ameaçava a Europa oriental. Após o desastre de Mohács (1526), a maior parte da Hungria caiu sob domínio turco. Em 1529, os Turcos sitiaram Viena, mas quebrantaram seu ânimo contra a resistência da cidade. Os otomanos guardaram porém, quando do Tratado de Andrinopla (1568), o essencial de suas conquistas. Depois de 1682, uma mudança decisiva na guerra. Em 1683, os turcos sitiam Viena e a cidade só se salva porque intervem o rei da Polônia. A reação imperial vai obter um recuo decisivo dos turcos. Em 1699, o Tratado de Karlowitz (entre o Império Otomano, a Áustria, a Polônia, a Rússia e Veneza) coloca sob autoridade dos Habsburgos a Hungria e a Transilvânia. Em 1718, a Paz de Passarowitz reafirma a vitória sobre os otomanos e confirma sua expansão territorial na Valáquia e na Sérvia. As possessões dos Habsburgos não formam porém um conjunto unido, apesar de que Fernando I tenha criado um governo central comum a todos os territórios, com um conselho áulico, um conselho secreto e um conselho de guerra. Querelas de família enfraqueceram a estrutura e as dietas locais recuperam poder.
[editar] A Guerra dos Trinta Anos
Sob Maximiliano II, a Reforma católica se desenvolve em suas terras. A ação dos jesuítas contribui para seu êxito, mas principalmente sob Fernando II. A oposição dos príncipes protestantes, sustentados pela França, provocará a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). De início religiosa, desenvolve-se em conflito com a França. Os territórios alsacianos são perdidos para a França. O Tratado de Vestfália de 1648 irá consagrar o enfraquecimento do poder imperial na Alemanha. Os Habsburgos, ali rejeitados, se viram definitivamente para leste, embora a preeminência dos Habsburgos lhes conferisse ainda de certa maneira muita influência, sobretudo na parte meridional da Alemanha Mas Vestfália, ponto final da Guerra, fixará os limites do poder imperial. O Império via-se cada vez mais dominado por príncipes territoriais, os esforços dos Habsburgos para o transformar em uma monarquia estruturada estavam fadados ao fracasso.
[editar] Bastião católico
Fernando II conseguiu, pela força, reduzir a diversidade religiosa de seus territórios. Primeiro na Estíria, depois noutros territórios, efetua uma política de ´recatolicização´. A Boêmia, que obtivera liberdade religiosa em 1609, a partir de 1620 se vê submetida a repressão religiosa e política. Em 1627, a Coroa da Boêmia se torna hereditária em benefício dos Habsburgos, e numerosas terras são distribuídas aos nobres que permaneceram católicos e fiéis à Casa de Áustria. A nobreza protestante tem que escolher entre exílio ou conversão. A Hungria, por sua vez, onde no final do século XVI a maior parte da população é protestante, resiste melhor. O acordo de 1681 ali mantem o pluraismo religioso. O país consegue afirmar sua autonomia graças a numerosas revoltas, sobretudo a guerra conduzida por Francisco II Rákóczi, que toma a chefia da insurreição contra os Habsburgos de 1702 a 1711. A Hungria consegue conservar a liberdade religiosa, a autonomia administrativa e a imunidade fiscal da nobreza, apesar de que a coroa da Hungria se tenha tornado hereditária em 1687, na Dieta de Presburgo.
No final do século XVII, todos os territórios do império dos Habsburgos de Áustria têm sua dieta e seus privilégios. Há cinco línguas oficiais. O Imperador Leopoldo I reforça o aparelho estatal e o exército permanente criado no início de seu reinado conta 100 mil homens. Mas, com o fracasso da restauração do poder imperial no Sacro Império e a conquista aos turcos de vastos territórios, a dinastia se orientava para a formação de uma grande monarquia no vale do Danúbio.
[editar] Guerras de Sucessão
A longa luta enfraqueceu a família, apesar do acréscimo de Portugal a seu território. Em 1700, a linha espanhola extinguiu-se e a herança espanhola passou aos Bourbons. A Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714) não permitiu aos Habsburgos austríacos recuperar a herança espanhola, mas confirmou seu papel de potência européia, dando-lhes os Países Baixos do Sul, hoje Bélgica, e terras na Itália, a saber em Nápoles, Sardenha, Milão.
Já a Guerra da Sucessão Austríaca ameaçou a monarquia. A Sanção Pragmática de 1713, dada por Carlos VI, estabelecia a indivisibilidade do patrimônio dos Habsburgos e regulamentava a sucessão ao trono por ordem de primogenitura. Em 1740, o imperador Carlos VI morreu sem filho varão, e os direitos de sua filha, a arquiduquesa Maria Teresa, foram contestados pelas potências, especialmente a Prússia, que desconsiderou a Sanção: teve início a Guerra da Sucessão (1740-1748). Por um curto intervalo a dinastia dos Habsburgo perdeu a coroa imperial e, sobretudo, a província da Silésia, no norte da Boêmia, em benefício do rei da Prússia Frederico II.
[editar] O reinado de Maria Teresa
A dinastia floresceu novamente sob o comando de Maria Teresa (1717-1780) e seu filho José II (1741-1790). O século de Carlos VI, de Maria Teresa e de José II foi a época de apogeu da monarquia austríaca. Seus reinados correspondem ao florescimento da cultura da Europa central, à qual se mesclavam contribuições italianas, eslavas e magiares. A unidade do Império se via assegurada pela língua alemã e pela centralização do poder.
O casamento da arquiduquesa Maria Teresa com Francisco de Lorena originou a nova dinastia Habsburgo-Lorena. Maria Teresa fez eleger seu marido imperador do Sacro Império em 1745, como Francisco I. Seu reinado foi dos mais brilhantes. Reforçou a administração central, confiando a gestão das finanças a um diretório central. Criou um Conselho de Estado, departamentos ministeriais e uma chancelaria unificada para a Áustria e a Boêmia (reforma do príncipe de Kaunitz-Rietberg em 1761-1762, partidário de política centralizadora de Maria Teresa). O número de funcionários quadruplica, aumenta para 20 mil pessoas. A instrução recebe atenção majoritária. Mas se mantêm os quadros sociais anteriores, conservam-se as dietas, e as reformas não são aplicadas na Hungria que guarda seus privilégios.
[editar] A Guerra dos Sete Anos
O chanceler Kaunitz dirige a política exterior de 1753 a 1792. Em 1756, a Austria se reconcilia com seu inimigo hereditário, a França, para combater o poder da Prússia e recuperar a Silésia. A aliança marca o começo da Guerra dos Sete Anos (1756-1763). Kaunitz estabelece uma coalisão entre Áustria, França, Polônia, Suécia e Rússia contra a Prússia, mas as vitórias do rei Frederico II e a defecção dos russos obrigariam Maria Teresa a assinar a Paz de Hubertsburgo em 1763. Maria Teresa já estará do lado de Frederico II quando da partilha da Polônia em 1772, anexando a Galícia.
[editar] Sob José II
Imperador titular desde 1765, José II só exerceria o poder em 1780, por morte da mãe, Maria Teresa. Suas reformas lhe valeram o apelido de «déspota esclarecido»: centralização da administração dos Estados muito mais forte, abolição da servidão e da tortura. Suas convicções religiosas, que são chamadas «josefismo», subordinam a Igreja ao Estado. Estabelece a liberdade religiosa por um edito em 1781) e o casamento civil. Mas tais reformas se chocam com as tradições locais e as sensibilidades religiosas, sobretudo na Hungria, onde o Imperador se vê obrigado a renunciar à emancipação dos camponeses. O final de seu reinado assiste a rebeliões nos Países Baixos do Sul e ameaças na Hungria... Seu irmão e sucessor, Leopoldo II, só acalma a situação ao abolir parte das reformas.
[editar] Sob Francisco II
O reinado de Francisco II está marcado pela luta contra a França revolucionária, napoleônica. A guerra declarada pela França em 1792 continua até 1815. Em 1797, o tratado de Campoformio é assinado entre a França e a Áustria, que perde os Países Baixos do Sul (actual Bégica), a Lombardia e suas últimas posses no Reno. Depois da derrota em Austerlitz (1805), o tratado de Presburgo obriga a Áustria a ceder à França o Vêneto, a Ístria e a Dalmácia. O imperador se vê obrigado a tratar com Napoleão Bonaparte e a aceitar seu casamento com sua filha Maria Luísa. O nascimento da Confederação do Reno, por iniciativa da França, obriga Francisco II a renunciar ao título de Imperador do Sacro Império em 1806. Mas Francisco II permanecerá imperador, pois havia tomado o título de Imperador da Áustria em 1804.
Em 1814-1815, a Áustria está entre os vitoriosos. O congresso de paz se reúne em Viena, regido pelo príncipe Metternich, que dirige sua diplomacia desde 1809. Matternich tenta efetivar um equilíbrio europeu durável e evitar o retorno das idéias revolucionárias: a Santa Aliança de 1815 entre a Áustria, a Rússia e a Prússia está disso encarregada. O tratado de Viena restabelece o poder da Áustria na Alemanha e na Itália, onde se cria o Reino Lombardo-Vêneto, confiado aos Habsburgos. O Sacro Império não é restabelecido, mas se cria uma Confederação Germânica que reúne os Estados alemães sob presidência austríaca.
Depois da revolução de 1848, a Áustria tem que enfrentar levantes na Itália e na Hungria. Outorga-se uma Constitução em abril de 1848 aos países hereditários e um regime parlamentar é instalado na Hungria. Os direitos senhoriais e a servidão são abolidos pela Assembléia austríaca, que também elabora um projeto de Constituição que dá os mesmos direitos a todas as nacionalidades. A monarquia se vê ameaçada. Em Frankfurt, o Parlamento fala em unificar os países de língua alemã, incluindo-se a Áustria, e a Hungria parece caminhar rumo à independência. Mas a radicalização da revolução de Viena a partir de maio divide os partidários das mudanças. Em outubro, o exército restaura a ordem antiga pela força mas o imperador, já Fernando I, se vê obrigado a abdicar em favor do sobrinho Francisco José I. Na Itália, o marechal Radetzky restabelece o domínio austríaco. O marechal Windischgrätz ataca a Boêmia, entra em Viena em outubro de 1848 e depois, ajudado pela Rússia, submete a Hungria a feroz repressão e ali instala um regime de ocupação militar até 1852.
[editar] Francisco José I
Francisco José abroga a Constituição de 1851, mantendo entretanto algumas reformas de 1848 como a supressão dos direitos senhoriais, sobretudo porque reduz os poderes de uma nobreza - sobretudo húngara - sempre dissidente. Mas todas as novidades políticas são suprimidas. Sob a direção do Primeiro Ministro, Felix Schwarzenberg, e do Ministro do Interior Alexander Bach, o império da Áustria se torna um Estado verdadeiramente centralizado. A mudança se nota mais na Hungria, onde a burocracia toma o lugar da nobreza no exercício do poder local.
O imperador impõe a língua alemã na administração de todos os territórios e se apoia fortemente sobre o Exército e a Igreja, que recupera certa liberdade. Mas os fracassos da Áustria em política externa acarretam uma reorientação do regime. Os Habsburgos são expulsos de duas regiões onde sua presença era antiga: a Itália e a Alemanha. Isolada diplomaticamente, a Áustria e vencida pelo rei do Piemonte em 1859. A derrota marca a unidade italiana e acarreta para o Império a perda da Lombardia. Na Alemanha, a unidade não realizada em 1848-1849 se desenha de novo, mas sob direção prussiana. Em 1850, na conferência de Olmültz, a Áustria obrigará o rei da Prússia Frederico Guilherme IV a manter o statu quo, ou seja, renunciar a suas pretensões hegemônicas na Alemanha.
[editar] O final da dinastia
Em 1866, irrompeu a guerra entre a Prússia e a Áustria, cuja derrota provocaria o fim da Confederação Germânica e abre o caminho para a formação de uma «pequena Alemanha» dominada pela Prússia de Bismarck. A Itália, aliada oportunamente à Prússia, obtem o Vêneto. Francisco José I não hesita entre duas políticas opostas, a centralização e o federalismo. O «Diploma de 1860» promulgado pelo governo ´´e favorável ao federalismo, mas a «Patente de fevereiro de 1861», iniciativa dos liberais alemães, reforça a centralização ao retirar o poder das dietas provinciais, e transformando o Parlamento em duas Câmaras: a Câmara dos Senhores e a Câmara dos Deputados. As minorias, é claro, sobretudo os húngaros, recusam a aplicação da patente. O Ministro Schmerling reage com violência e dissolve a dieta húngara, mas é forçado a se retirar em 1865. Francisco José I começa negociações com os húngaros, que resultam no compromisso de 1867. O que leva à instauração de uma monarquia dualista que agrupa dois Estados, a Cisleitânia ou Império austríaco e a Transleitânia ou reino da Hungria, sob a direção única de Francisco José I, no chamado Império Austro-Húngaro. Os Habsburgos continuaram a governar a Áustria até 1918.
Abalada pelas lutas de nacionalidades que uma política deliberadamente federalista não conseguiu evitar, a Casa dos Habsburgos perde esplendor e influência. Em matéria de política externa, sua decisão de se alinhar à política germânica será determinante para o futuro do Império, pelo apoio dado pela Alemanha no momento da ocupação da Bósnia-Herzegovina em 1878. A ambiciosa política balcânica da Áustria-Hungria fará crescer o antagonismo do Império Russo e da Sérvia, e depois, pelo jogo das alianças, desembocar na Primeira Guerra Mundial. Desaparecendo Francisco José I em 1916, Carlos I assume o poder em um Estado sem forças, perto da dissolução. A pressão checa e iugoslava e as ambições territoriais dos aliados não permitirão ao jovem imperador qualquer esperança. As derrotas militares de 1918 e a fuga para o estrangeiro de Carlos I, que renuncia a participar dos assuntos do Estado, marcam a derrubada da dinastia e o fim da monarquia na Áustria.

[editar] Cronologia da ascensão ao poder
Começaram como Duques da Áustria, mas foram também
- Imperadores do Sacro-Império
- Duques (1282-1453), Arquiduques (1453-1804) e Imperadores da Áustria (1804-1918),
- Reis da Hungria (1437-1918),
- Reis de Espanha (1516-1700),
- Reis de Portugal (1580-1640)
- Reis da Boémia (1526-1618 e 1621-1918).
[editar] Ligações externas
- Genealogical tree of the house of Habsburg (till Maria Theresia)
- The Hapsburg Monarchy (Wickham Steed, 1913)) eLibrary Austria Project (english ebook)
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