Império Romano do Ocidente
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Império Romano do Ocidente constituía a metade ocidental do Império Romano após a sua divisão por Diocleciano em 286 d.C. e existiria intermitentemente em diversos períodos entre os séculos III e V, após a Tetrarquia de Diocleciano e as reunificações associadas a Constantino o Grande e seus sucessores. Considera-se que o Império Romano do Ocidente terminou com a abdicação de Rômulo Augusto em 4 de setembro de 476, forçada pelo chefe germânico Odoacro. Sua contraparte, o Império Romano do Oriente, sobreviveria por mais 1.000 anos.
Embora unido lingüisticamente - e, mais tarde, sob o Catolicismo Romano -, o Império Romano do Ocidente englobava, na verdade, grande número de culturas diferentes que haviam sido assimiladas de maneira incompleta pelos romanos, diferentemente do Império Romano do Oriente, que falava o grego e era culturalmente unificado desde as conquistas de Alexandre o Grande no século IV a.C.
Portanto, o Império Romano de fato era dividido em termos culturais, religiosos e lingüísticos. Se o Oriente helenístico sustentava-se em torno da cultura grega e da Igreja Ortodoxa, a unidade cultural do Ocidente foi gravemente afetada pelo influxo dos bárbaros. Em 410, Roma foi saqueada pela primeira vez em mais de 800 anos, pelos visigodos comandados por Alarico I, e aos poucos a parte ocidental do império passou a ser governada pelas tribos invasoras. Apesar de breves períodos de reconquista pelo Império Romano do Oriente, o Império do Ocidente não conseguiria reerguer-se.