Arno Breker
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Arno Breker (Elberfeld, hoje um bairro de Wuppertal, 19 de Julho, 1900 - Düsseldorf, 13 de Fevereiro, 1991) foi arquiteto e artista plástico alemão, tornou-se mundialmente conhecido pelos seus trabalhos artísticos para o Terceiro Reich.
Foi o artista mais influente da Europa de seu tempo, tendo recebido elogios dos mais renomados mestres das artes plásticas, que admiravam o seu trabalho e reconheciam sua superioridade na representação do ideal de beleza humana.
No pós-guerra quase todos os seu trabalhos foram destruídos pelos americanos e depois boicotados nas escolas de arte, em razão disso mesmo dada a importância e características artísticas de suas obras, estas nunca ganharam a popularidade e respeito merecido.
[editar] Biografia
Breker nasceu em Elberfeld, norte da Alemanha, começou a estudar arquitetura, junto com esculturas e anatomia, e aos 20 anos foi aceito na Academia de Artes de Düsseldolf onde se dedicaria a arte de esculpir.
Arno Breker relacionou-se com personalidades importantes do mundo artístico como: Alfred Flechtheim, Charles Despiau, Isamu Noguchi, Maurice de Vlaminck e André Dunoyer de Segonzac. Ele viajou para o norte da África produzindo litografias que depois foram publicadas sob o titulo “Jornada Tunisiana”. Ele também visitou Aristide Maillol, que depois descreveria Breker como o “Michelangelo da Alemanha”
Em 1932 ele foi premiado pelo Ministério da Cultura da Prússia, e neste mesmo ano Breker dirigiu-se para Roma e retornaria a Alemanha em 1934.
[editar] Terceiro Reich
Breker nunca se filiou ao partido Nacional Socialista, porem ele era apoiado financeiramente por vários membros do NSDAP, incluindo Hitler. Ele ganhou concessões, por exemplo, de 1933 a 1942 por mostrar seus trabalhos na Paris ocupada, onde conheceu Jean Cocteau, que apreciava seu trabalho, criação das esculturas “Vitoriosa” (“Die Siegerin”) e o “Decatleta” (“Zehnkämpfer”) para os jogos olímpicos de 1936, e vários outros projetos no Terceiro Reich.
Breker foi professor de artes visuais em Berlim até a queda do Terceiro Reich. Enquanto quase todas as suas esculturas sobreviveram a Segunda Guerra, mais de 90% de seus trabalhos públicos foram destruídos pelos aliados. Ele também fez vários retratos entre eles o de Anwar Sadat, Konrad Adenauer, Salvador Dali e Ezra Pound.
Em 1948, no pós-guerra, ele retorna a Düsseldorf, tento alguns períodos de residência em Paris. Durante esse tempo ele trabalhou como arquiteto, porem continuou a produzir esculturas. Em 1970 ele foi escolhido pelo rei do Marrocos para produzir uma estátua para o edifício das Nações Unidas em Casablanca, mas seu trabalho foi destruído. A reabilitação de breker continuou até a criação de seu museu em 1985.
Seu ultimo grande trabalho foi uma escultura monumental de Alexandre, o Grande que seria colocada na Grécia.
Falece em 1991.