João Maria de Orléans e Bragança
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Dom João Maria de Orléans e Bragança (Boulogne-Billancourt, província de Seine, França 15 de outubro de 1916 — Rio de Janeiro, 27 de junho de 2005), príncipe da dinastia de Orléans e Bragança, foi um membro da casa imperial brasileira. Batizado João Maria Felipe Miguel Gabriel Rafael Gonzaga Major da Força Aérea Brasileira, foi vice-presidente da companhia Pan-Air do Brasil.
Nascido na vigência do banimento da Família Imperial Brasileira, cresceu na propriedade de seus avós, o Castelo D'Eu. Conheceu o Brasil em 1925 e a partir de 1935 estabeleceu-se em definitivo aqui. Residiu com os pais, o príncipe D. Pedro de Alcântara de Orleans e Bragança e a condessa Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz em Petrópolis, onde concluiu seus estudos.
Pretendia ingressar na Marinha de Guerra do Brasil, mas o Presidente Getúlio Vargas teria declarado que não desejava ver um príncipe herdeiro na Marinha. Reprovado nos testes de admissão sem nenhuma razão, conseguiu ingressar na Aviação Naval, graças ao auxílio do almirante Castro e Silva. Formou-se segundo-tenente e passou a trabalhar no Correio Aéreo Nacional. Pertenceu, bem como seu pai, à Ação Integralista Brasileira (AIB), organização fundada e liderada por Plínio Salgado, renomado escritor e jornalista de São Paulo. Foi ferido sem gravidade durante o Levante de 11 de Maio, no qual liberais, integralistas e militares descontestes invadiram o Palácio Guanabara (ironicamente a residência da avó de D. João Maria, a Princesa Isabel) para depor o ditador Getúlio Vargas.
Bon vivant e galanteador, fez parte do "Clube dos Cafajestes", um grupo formado por jovens cariocas da alta sociedade e boêmios, que circulavam nas altas rodas do Rio de Janeiro.
Fez cursos de aperfeiçoamento nos Estados Unidos e durante a Segunda Guerra Mundial patrulhou as costas brasileiras. Chegaria à patente de tenente-coronel da Força Aérea Brasileira. Tornou-se mais tarde piloto comercial junto à extinta companhia aérea brasileira Pan Air, estabelecendo rotas comerciais no exterior. Em uma viagem ao Cairo, conheceu e casou-se em com a princesa D. Fátima Scherifa Chirine. Estabeleceu-se na cidade de Paraty, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, onde se tornou renomado produtor de aguardentes. Lançou um livro de memórias em parceria com o escritor J. A. Gueiros, intitulado Memórias de um Príncipe, editado pela Editora Record, em 1997. Dom João faleceu aos 89 anos, no Rio de Janeiro. Seu corpo foi cremado e as cinzas espalhadas pelas praias da cidade de Paraty.
[editar] Casamentos
Casou em Sintra 29 de abril de 1949 (divorciando-se em 1971) com uma princesa que conhecera em uma viagem ao Egito, Fátima Scherifa Chirine, nascida no Cairo 19 de abril de 1923 e morta no Rio em 14 de março de 1990, filha de Husayn Ismail Chrine Bey ou Ismail Chirine Bey e Aisha Mussallam. Da nobreza egípcia, era divorciada ou viúva do príncipe Hassan Toussoum, do Egito. Casou-se depois no civil em Petrópolis em 29 de abril de 1990 e no religioso no Rio de Janeiro em 15 de maio de 1990 com Tereza Leite (nascida em Ubá, Minas Gerais, em 11 de janeiro de 1926, divorciada e viúva de João de Souza Campos, com quem formava um casal dos mais elegantes do jet set carioca. É filha de José Leite e Branca César.
[editar] Posteridade
Do primeiro casamento:
Família Imperial Brasileira |
Precursores: | D.João VI de Portugal | D.Carlota Joaquina |
1ª geração: | D.Pedro I | D.Leopoldina de Áustria | D.Amélia de Leuchtemberg |
2ª geração: | D.Pedro II | D.Teresa de Duas Sicílias | D.Januária Maria | D.Paula Mariana | D.Francisca Carolina | D.Maria II de Portugal | D.Maria Amélia |
3ª geração: | D.Isabel Leopoldina | D.Luís Gastão d'Eu | D.Afonso Pedro | D.Leopoldina Teresa | D.Pedro Afonso |
4ª geração: | D.Luísa Vitória | D.Pedro de Alcântara | D.Luís Maria Filipe | D.Antônio Gastão |
5ª geração em diante: | Ramo de Vassouras | Ramo de Petrópolis |